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O que está mexendo com os mercados? Veja as principais notícias desta tarde

22/01/2021 - 13:07
Mercado de Ações
Veja as principais notícias do dia (Imagem: Pixabay)

1. Ibovespa em queda livre: saiba quanto a Bolsa ainda pode cair

O humor do mercado com o governo azedou de vez nesta semana, e o Ibovespa engata a quarta queda consecutiva nesta sexta-feira (22). Às 12h31, o principal índice da Bolsa afundava 1,31% e marcava 116.714 pontos.

Com isso, entre o fechamento da segunda-feira (18), último em que cravou uma alta, e a metade desta sexta, o Ibovespa já acumula uma perda de 3,7%. O desempenho não apenas anula toda a valorização das primeiras semanas de 2021, quando o índice emplacou sucessivos recordes, como também já está abaixo do último pregão de 2020.

Poço sem fundo

A maior dúvida, claro, é até onde a Bolsa pode cair, pressionada pelo temor do mercado com o agravamento da crise fiscal, pela economia ainda patinando, pela segunda onda da pandemia de coronavírus e pela dificuldade do Brasil em implantar um programa consistente de vacinação em massa.

Como sempre, a resposta mais imediata vem dos analistas gráficos – e os pareceres continuam sombrios. Para a Ágora Investimentos, o próximo piso do Ibovespa está em 115 mil pontos. Isso significa que, para a gestora, o índice ainda pode recuar cerca de 1,5%.

XP Investimentos estabeleceu diversos pisos que foram rompidos impetuosamente pelo Ibovespa. O último, 116.750, foi atropelado pelo índice nesta manhã. A gestora afirma que, ao furá-lo, a Bolsa agora só encontrará sossego nos 114.730 pontos – ou 1,7% abaixo de onde está.

2. Atividade fabril nos EUA tem máxima em mais de 13 anos e meio no começo de janeiro, mostra PMI 

A atividade manufatureira dos Estados Unidos saltou para o níveL mais alto em mais de 13 anos e meio em janeiro, com forte crescimento das novas encomendas, mas gargalos na cadeia de oferta provocados pela pandemia de Covid-19 estão elevando os preços e sinalizando alta da inflação nos próximos meses.

IHS Markit informou nesta sexta-feira que a leitura preliminar de seu Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor manufatureiro dos EUA acelerou a 59,1 na primeira metade deste ano, nível mais alto desde maio de 2007, de 57,1 em dezembro. Economistas projetavam queda do índice a 56,5.

Leitura acima de 50 indica crescimento da atividade no setor de manufatura, que responde por 11,9% da economia dos EUA.

A manufatura está sendo sustentada pelo reabastecimento dos estoques e por uma mudança da demanda de serviços para bens devido à crise do coronavírus. Os setores fabril e imobiliário estão ancorando a economia diante do ressurgimento do vírus.

O subíndice de novas encomendas saltou para o patamar mais elevado desde setembro de 2014. Mas os empresários também estão elevando os preços de seus produtos, com o subíndice de preços recebidos pelas fábricas saltando para o maior nível desde julho de 2008.

A força do setor manufatureiro ajudou a impulsionar a atividade empresarial. O PMI Composto preliminar chegou a 58,0, de 55,3 em dezembro, com o dado preliminar do índice de serviços subindo a 57,5, de 54,8 em dezembro

3. Comitê do Senado dos EUA aprova por unanimidade indicação de Yellen como secretária do Tesouro

O Comitê de Finanças do Senado dos Estados Unidos votou nesta sexta-feira, por unanimidade, para aprovar Janet Yellen como a primeira mulher no comando do Departamento do Tesouro, enviando sua nomeação para votação no plenário do Senado e indicando que ela obterá aprovação facilmente.

Yellen, que atuou como chair do Federal Reserve de 2014 a 2018, foi aprovada em uma votação de 26-0 no comitê, dividido igualmente entre democratas e republicanos.

4. Projeto prorroga até abril pagamento do auxílio emergencial, com valor de R$ 600

O Projeto de Lei 5650/20 prorroga o pagamento do auxílio emergencial como medida de enfrentamento à pandemia de Covid-19, com valor de R$ 600, até abril deste ano.

O auxílio foi criado pela Lei 13.982/20 para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a emergência de saúde pública provocada pela doença. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

Pago desde abril de 2020, sendo as cinco primeiras parcelas de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300, o auxílio emergencial acabou extinto em 31 de dezembro do ano passado, juntamente com o fim da vigência do decreto 6/20, que reconheceu a situação de emergência de saúde no País.

Autor do projeto, o deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ) avalia que as vantagens sociais e econômicas trazidas pelo auxílio emergencial devem ser mantidas. “Ainda que de forma temporária, o benefício contribuiu para reduzir o índice de pobreza da população e para manter a atividade econômica”, diz Brazão.

“Caso o auxílio não tivesse sido oferecido desde abril de 2020, o índice de pobreza teria saltado para 36% durante a pandemia. Além da queda de renda da população, o fim do benefício vai afetar a arrecadação de estados e municípios e os pequenos comércios locais”, acrescentou.

STF

Uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro de 2020, garantiu a prorrogação das medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia, mas não prorrogou o decreto que reconheceu o estado de calamidade pública nem o pagamento do auxílio-emergencial.

Na prática, com o fim do estado de calamidade, o governo volta a ficar submetido às imposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sendo obrigado a cumprir metas de execução do orçamento e limites de endividamento e de gastos com pessoal, o que reduz sensivelmente os recursos disponíveis para financiar políticas de assistência social e ações emergenciais na saúde e no setor produtivo.

5. Bolsonaro agradece primeiro-ministro indiano por vacinas que chegam nesta sexta-feira

O presidente Jair Bolsonaro usou suas redes sociais para agradecer o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pela liberação da exportação de 2 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca, previstas para chegar ao Brasil no final da tarde desta sexta-feira.

“O Brasil sente-se honrado em ter um grande parceiro para superar o obstáculo global. Obrigado por nos auxiliar com as exportações de vacinas da Índia para o Brasil”, escreveu o presidente em dois posts, um em português e outro em inglês, terminando com a palavra “dhanyavad” –gratidão, em sânscrito.

As doses da vacina que chegam nesta sexta estão sendo enviadas pelo governo indiano, na primeira autorização de venda comercial do imunizante fabricado no país, depois do governo brasileiro ter anunciado a comprar e ter chegado a preparar um avião para buscar os imunizantes na semana passada.

O governo indiano, no entanto, não liberou a venda antes de começar seu próprio processo de vacinação.

No dia 8, Bolsonaro enviou uma carta a Narendra Modi pedindo ajuda para que as vacinas fosse liberados com urgência.

No texto, cuja íntegra não foi divulgada oficialmente pelo governo, Bolsonaro informava que os medicamentos fariam parte do plano nacional de imunizantes e agradecia a Índia pela liberação das exportações dos insumos farmacêuticos produzidos naquele país, “de extrema relevância para o abastecimento do mercado brasileiro”.

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Última atualização por Vitória Fernandes - 22/01/2021 - 13:07

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