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O que está movimentando os mercados nesta tarde? Veja os destaques

27/11/2020 - 13:33
Nikkei Mercados Ásia
Veja as principais notícias da tarde (Imagem: Reuters/Kim Kyung-Hoon)

1. Ibovespa busca 5ª alta seguida com Itaú e Suzano em destaque; mês ronda 18%

A bolsa começava a sexta-feira com viés positivo e o Ibovespa ensaiando a quinta alta seguida, ainda embalados pela entrada de estrangeiros e prognósticos promissores em relação ao desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

Às 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa (IBOV) subia 1,06%, a 111.398,07 pontos.

Em Wall Street, o S&P 500 (SPX) avançava 0,58%, com o otimismo em torno de uma recuperação econômica no próximo ano superando preocupações com o esperado aumento nas infecções por coronavírus após o feriado do Dia de Ação de Graças. Os pregões em Nova York, porém, fecham mais cedo nesta sexta.

Na visão da equipe da Guide, a sessão deve contar com menor liquidez em razão do fechamento dos mercados mais cedo nos EUA, com a sessão prometendo um viés neutro/positivo para ativos de risco no Brasil.

2. Reino Unido dá passo para aprovar vacina da Astra antes da UE

O secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, pediu à agência reguladora de medicamentos britânica para tentar se adiantar à União Europeia e aprovar a oferta da vacina da AstraZeneca contra o coronavírus para acelerar sua distribuição.

Até o fim do ano, quando termina o período de transição pós-Brexit do Reino Unido, as vacinas no país devem ser autorizadas pela Agência Europeia de Medicamentos. Mas, na sexta-feira, Hancock disse que invocou uma regra especial que permitiria à reguladora britânica MHRA autorizar a oferta temporária da vacina desenvolvida pela Astra e Universidade de Oxford, caso os dados forem suficientemente sólidos.

“Pedimos formalmente à reguladora para avaliar a vacina Oxford/AstraZeneca; para entender os dados e determinar se atende a padrões de segurança rigorosos”, disse Hancock em comunicado. “Esta carta é um passo importante para implementar uma vacina da forma mais rápida e segura possível.”

Ao acelerar o processo de aprovação regulatória, o Reino Unido espera poder iniciar o programa de vacinação em massa no próximo mês. O governo comprou 100 milhões de doses da vacina com antecedência e estima que 4 milhões delas estarão disponíveis até o fim do ano.

3. IGP-M tem alta de 3,28% em novembro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 3,28% em novembro, depois de avanço de 3,23% no mês anterior, uma vez que os preços das commodities no atacado pressionara o índice segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A expectativa em pesquisa da Reuters para o dado mensal era de uma alta de 3,22%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta a 4,26% em novembro, depois de ganhar 4,15% em outubro.

O grupo Matérias-Primas Brutas subiu 5,60% em novembro, ante 5,55% em outubro, enquanto os Bens Intermediários registraram alta de 4,07%, ante 3,74% no mês anterior.

Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, o avanço nos preços de commodities agropecuárias importantes colaboram para a consolidação do IPA, e consequentemente, para a alta do índice geral. “Nesta edição, destacaram-se milho (10,95% para 21,85%), trigo (2,32% para 19,20%) e bovinos (6,92% para 7,40%)”, acrescentou.

A pressão para o consumidor ficou ligeiramente mais fraca, dado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, passou a subir 0,72% no mês, de alta de 0,77% em outubro.

A principal colaboração para esse resultado partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que desacelerou sua alta de 3,10% para 1,44% em novembro, refletindo o arrefecimento do preços das passagens aéreas.

4. Confiança da indústria no Brasil toca máxima em mais de 10 anos em novembro, diz FGV

A confiança da indústria no Brasil subiu para seu maior nível em mais de dez anos em novembro, disse a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, com uma visão positiva sobre o momento atual dando suporte ao sentimento dos empresários.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve alta de 1,9 ponto em novembro, a 113,1 pontos, seu maior valor desde outubro de 2010 (113,6 pontos).

Esse resultado marca a sétima alta consecutiva do indicador, dando sequência a um movimento de recuperação iniciado em maio, junto com a flexibilização de restrições causadas pelo coronavírus nas principais cidades brasileiras.

“O resultado da sondagem de novembro mostra recuperação surpreendente da confiança do setor industrial, principalmente devido às avaliações muito positivas sobre o momento atual”, disse em nota Renata de Mello Franco, economista da FGV-Ibre.

“Pelo lado das expectativas, houve ajuste, mas a maioria dos segmentos ainda apresenta otimismo”, acrescentou.

5. Goldman prevê muitos vacinados nos EUA e UE até meados de 2021

Goldman Sachs espera que grande parte da população nas maiores economias desenvolvidas seja vacinada contra o coronavírus até meados do próximo ano, o que poderia levar a uma “forte aceleração” do crescimento global.

Economistas do banco preveem que metade da população do Reino Unido será vacinada em março. EUA Canadá vacinariam a mesma proporção um mês depois. Em maio, seria a vez da União EuropeiaJapão e Austrália.

“Esperamos que grande parte da população seja vacinada” até o final do segundo trimestre, escreveram os economistas Daan Struyven e Sid Bhushan em relatório a clientes. Com o aumento da produção, a taxa de vacinação deve ultrapassar 70% no outono do hemisfério norte.

As maiores esperanças de acabar com a pandemia, que levou a economia global à pior recessão desde a Grande Depressão, são depositadas na distribuição de uma vacina.

Embora vacinas experimentais tenham produzido resultados positivos nos ensaios, fabricantes de medicamentos e governos enfrentam obstáculos logísticos para vacinar centenas de milhões de pessoas globalmente.

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Última atualização por Vitória Fernandes - 27/11/2020 - 13:34