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O que fez o Citi elevar a recomendação para a Braskem (BRKM5); ação sobe mais de 5% nesta quarta-feira (1)

01 abr 2026, 11:40 - atualizado em 01 abr 2026, 11:40
Braskem
(Imagem: Instagram/Braskem)

O Citi elevou o preço-alvo da Braskem (BRKM5) para R$ 10 por ação (de R$ 8) e revisou a recomendação de venda para neutra, ainda com classificação de alto risco, diante de uma melhora recente nos fundamentos do setor petroquímico global.

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Com esse aceno positivo, em meio a dificuldades que a companhia tem enfrentado, as ações subiam nesta quarta-feira (1). Por volta das 11h30, os papéis avançavam 5,74%, a R$ 9,94.



Segundo o Citi, o principal fator por trás da mudança foi a alta dos spreads petroquímicos, impulsionada por restrições de oferta e gargalos logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio. Esse movimento tem permitido reajustes de preços e deve sustentar um Ebtida mais forte nos próximos trimestres, aliviando a pressão sobre a geração de caixa e a alavancagem da companhia.

Na avaliação dos analistas, produtores nas Américas, como a Braskem, tendem a capturar esse cenário mais favorável, enquanto concorrentes da Ásia e do Oriente Médio enfrentam custos mais elevados e dificuldades operacionais. Com isso, o Citi elevou suas estimativas para a empresa, especialmente no curto e médio prazo.

Apesar da revisão positiva, o banco mantém cautela: a recomendação neutra reflete as incertezas ainda relevantes sobre a estrutura de capital da companhia, que segue pressionada após resultados fracos e elevado endividamento.

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Braskem no radar: crise financeira e incertezas aumentam

A mudança de visão do Citi ocorre em meio a um fluxo recente de notícias negativas envolvendo a companhia. A Braskem avalia recorrer à Justiça para buscar proteção contra credores, após piora do caixa e dificuldades para honrar dívidas, segundo informações da Bloomberg.

A empresa encerrou o quarto trimestre com prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do registrado um ano antes, e indicou “incerteza relevante” sobre sua continuidade operacional.

Além disso, a companhia enfrenta vencimentos relevantes de dívida em 2026, pressões sobre a geração de caixa e indefinições sobre a possível entrada do fundo IG4 no controle, o que adiciona complexidade ao cenário.

Nesse contexto, o Citi avalia que a melhora nos spreads pode funcionar como um alívio cíclico, mas não elimina os riscos estruturais ainda presentes na tese.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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