OceanPact (OPCT3) informa fim de prazo para recurso da Petrobras em processo da UP Coral
A OceanPact (OPCT3) informou, em fato relevante nesta quarta-feira (9), que terminou o prazo para a Petrobras (PETR4) apresentar recursos adicionais no processo em que a UP Offshore Apoio Marítimo, controlada da companhia, cobra valores devidos pela estatal no âmbito do contrato de afretamento da embarcação UP Coral.
Segundo a empresa, até o momento não foi identificado nenhum recurso no sistema eletrônico do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A confirmação oficial ainda depende de certificação pela secretaria do tribunal, mas, caso a ausência seja ratificada, a sentença favorável à UP — já mantida em segunda instância — se tornará definitiva, permitindo o início da fase de cumprimento de sentença.
No comunicado, a OceanPact destacou ainda que os direitos creditórios ligados ao chamado Processo Coral, assim como a outras ações da UP contra a Petrobras, foram parcialmente cedidos em 2023.
Nessas operações, a UP manteve o direito a uma participação majoritária futura sobre eventuais valores recuperados que excedam o montante recebido à vista na cessão, conforme os termos acordados.
A companhia também reforçou que, de acordo com fato relevante divulgado em fevereiro deste ano, eventuais benefícios econômicos decorrentes dos processos da UP serão apropriados exclusivamente pelos acionistas da OceanPact imediatamente antes do fechamento da combinação de negócios com a CBO, previsto para 16 de setembro de 2026.
Fusão OceanPact e CBO
A OceanPact anunciou em fevereiro deste ano um acordo para combinar seus negócios com a CBO Holding. A operação criará uma empresa com 73 embarcações e cerca de R$ 13,6 bilhões em contratos já firmados, consolidando a companhia como uma das principais do setor de apoio marítimo no Brasil e com presença global.
Pela operação, a OceanPact emitirá cerca de 275 milhões de novas ações aos acionistas da CBO. A relação de troca prevê aproximadamente duas ações da OceanPact para cada ação da CBO. Ao final, os atuais acionistas da CBO passarão a deter cerca de 58% do capital total da companhia combinada.
A CBO opera atualmente 45 embarcações, sendo a maior parte própria. Com a combinação, a OceanPact afirma que amplia sua escala operacional e fortalece a capacidade de conquistar contratos mais rentáveis, além de acessar linhas de crédito a custos mais baixos.
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