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Odontoprev (ODPV3) dispara 27%: Como as empresas de saúde reagiram a nova empresa do Bradesco (BBDC4)

27 fev 2026, 13:37 - atualizado em 27 fev 2026, 13:40
Bradesco
(Imagem: iStock.com/Alfribeiro)

A nova empresa de saúde do Bradesco (BBDC4), a Bradsaúde, chacoalhou não só as ações do banco e a da Odontoprev (ODPV3), as companhias envolvidas no negócio, mas também as demais empresas de saúde listadas.

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Por volta das 13h13, o papel da disparava 23%, a R$ 15,82, com investidores otimistas com o plano de transformar a companhia que hoje vale R$ 8,77 bilhões em uma empresa de até R$ 50 bilhões em valor de mercado.

Já o Bradesco subia 3,48%, renovando máximas em ano que, até agora, tem dado só alegrias para o seu investidor, com o papel saltando 19%.

Por outro lado, outras companhias de saúde iam na contra-mão.

A Qualicorp (QUAL3), por exemplo, despencava 17%, mas também após divulgar resultados fracos. Já a Rede D’Or (RDOR3) exibia queda de 2%, a R$ 40,72, enquanto a Hapvida (HAPV3) operava no negativo em 1,49%, a R$ 10,59. A Fleury (FLRY3) também operava no vermelho, a 1,16%.

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Apesar disso, analistas não acreditam que o movimento possa provocar prejuízo para as outras companhias. Em relatório, o BTG destaca que o movimento ainda pode ser positivo para a Rede D’Or, que terá maior flexibilidade para organizar investimentos e poderá ter iniciativas feitas em conjunto com o novo grupo.

Os analistas também veem a notícia como interessante para a Fleury: “um controlador potencialmente com mais dinheiro para investimento e pensando em mais expansão no setor de saúde também pode criar novas oportunidades”.

Fortalecimento de índices de capital do Bradesco

Tanto para o Bradesco quanto para Odontoprev, a operação ganhou o aval de analistas.

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O BTG Pactual considerou em relatório que a transação é positiva para o Bradesco, uma vez que não se trata apenas de uma soma das partes, mas de um impacto concreto na estrutura de capital.

“A operação deve fortalecer índices de capital do banco e criar termos de trocas mais atrativos, caso a nova empresa negocie a múltiplos superiores aos do banco”, afirmaram os analistas do BTG.

Segundo eles, há ainda um potencial de otimização de ativos fiscais diferidos no balanço, melhorando o patrimônio tangível, uma vez que o branço de saúde representa cerca de um terço das operações de seguros do Bradesco, enquanto os demais negócios permanecem no banco.

Avaliado pelos analistas do Safra como um negócio “transformacional”, a nova empresa, em um cenário otimista, poderia chegar com um potencial de até 57%. Já em um cenário mais pessimista, o papel subiria 8% e, no ponto médio, 32%.

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Safra calculou que a fusão entre a Bradesco Saúde e a Odontoprev pode elevar o lucro por ação (LPA) da nova companhia em cerca de 13%.

No relatório, os analistas partem do lucro líquido consolidado da Bradesco Saúde, excluem a participação já detida na Odontoprev e, na sequência, adicionam 100% do resultado da empresa odontológica para simular o cenário pós-fusão.

Com isso, a estimativa é de um lucro líquido de aproximadamente R$ 3,7 bilhões para a NewCo em 2025.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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