Consumo

Oferta de carne suína nos EUA caiu antes de pandemia fechar unidades de processamento

22 abr 2020, 19:56 - atualizado em 22 abr 2020, 19:56
Porcos-China-Suínos
A Smithfield Foods, maior processadora de carne de porco do mundo, alertou que os EUA estão caminhando “perigosamente para perto do limite” (Imagem: REUTERS/Stringer)

As ofertas de carne de porco congelada nos Estados Unidos recuaram em março, antes mesmo de a pandemia do coronavírus forçar o fechamento de abatedouros no país, disse nesta quarta-feira o Departamento de Agricultura local (USDA, na sigla em inglês), preparando terreno para que os estoques fiquem ainda mais apertados.

Processadores fecharam grandes plantas de suínos e bovinos diante da disseminação do coronavírus entre funcionários, reduzindo a produção de carne nos EUA e causando um recuo no setor pecuário local.

O mais recente “shutdown” foi anunciado no início desta quarta-feira, quando a Tyson Foods afirmou que vai fechar uma unidade que representa cerca de 5% da produção de carne suína dos EUA.

A Smithfield Foods, maior processadora de carne de porco do mundo, alertou que os EUA estão caminhando “perigosamente para perto do limite” em relação à oferta de carnes a mercados.

Em 31 de março, os frigoríficos norte-americanos armazenavam 621,9 milhões de libras-peso de carne suína, queda de 27 milhões de libras-peso em relação a fevereiro, apontou o USDA.

O volume excede o declínio normal para o mês segundo a média histórica de cinco anos, de 11 milhões de libras-peso, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da corretora Allendale. Ele projetou que os estoques podem cair ainda mais, de 20 milhões a 40 milhões de libras-peso, em abril, quando costumam registrar crescimento de cerca de 27 milhões de libras-peso.

“Os problemas com as plantas começaram a surgir na primeira semana de abril”, afirmou Nelson.

O USDA apontou ainda que o estoque de carne bovina congelada nos EUA era de 502,4 milhões de libras-peso em 31 de março, alta de cerca de 8 milhões de libras-peso ante fevereiro.

O nível normalmente cairia cerca de 18 milhões de libras-peso no período, mas o abate foi maior que o esperado este ano, disse Nelson, que prevê um declínio de cerca de 40 milhões a 60 milhões de libras-peso em abril.

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