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Oi (OIBR3) adia balanços dos últimos trimestres de 2025 e não tem prazo para divulgação

24 mar 2026, 8:12 - atualizado em 24 mar 2026, 8:12
Oi, OIBR3, Empresas, Mercados
(Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A Oi (OIBR3) informou ao mercado, na noite de segunda-feira (23), o adiamento da divulgação das demonstrações financeiras referentes ao terceiro e quarto trimestre de 2025, bem como do ano passado como um todo.

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A princípio, a empresa de telecomunicações divulgaria os números em 25 de março, com apresentação ao mercado no dia seguinte. No entanto, houve a suspensão dessas datas, sem a definição de um novo prazo.

De acordo com o fato, relevante, o adiamento é motivado pelo impacto de eventos relacionados à recuperação judicial nos balanços, além do status dos processos competitivos em curso para a venda de ativos.

A Oi aponta que esses aspectos impactam a elaboração do relatório de gestão que precisa ser apresentado pelo administrador judicial à Justiça até abril, etapa obrigatória dentro do processo de recuperação judicial.

Crise na Oi

No ano passado, a Oi chegou a ter sua falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, a desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara do Direito Privado do TJ-RJ, decidiu suspender os efeitos da decretação de falência, após a entrada dos bancos com recurso.

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O Bradesco defendeu que a quebra da companhia de telecomunicações não era a medida mais benéfica para atender os credores e destacou que a falência não protegia os envolvidos, dada a relevância dos serviços prestados pela Oi.

Já o Itaú colocou que a recuperação judicial deveria ser mantida, uma vez que a falência acarretaria prejuízos potencialmente mais graves aos credores e clientes.

A companhia tem enfrentado dificuldades para vender seu principal ativo na tentativa de se reerguer: a V.tal, rede neutra de telecomunicações. Na abertura de propostas para o negócio, a companhia recebeu apenas uma oferta pela participação, com valor inferior ao preço mínimo estipulado, de R$ 12,3 bilhões.

Com isso, a proposta recebida não foi imediatamente rejeitada nem aprovada, mas encaminhada para uma etapa adicional de análise dentro do próprio processo de recuperação judicial.

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Agora, caberá aos credores enquadrados na chamada Opção de Reestruturação I, prevista no plano de recuperação da companhia, deliberar sobre a oferta apresentada.

*Com informações do Seu Dinheiro

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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