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Ômicron: 3 motivos para não classificar variante como “leve”

30/11/2021 - 13:35
Embora esses relatos tragam certo alívio, podem representar apenas um subconjunto de casos e uma fração do risco que poderia surgir caso a nova variante  (Imagem: REUTERS/Kim Kyung-Hoon)

Relatos de casos em sua maioria leves entre pessoas contagiadas pela ômicron devem ser interpretados com cautela, porque podem não refletir a gravidade da nova variante em um grupo maior de indivíduos.

Fadiga, dores de cabeça e no corpo, além de dores ocasionais de garganta e tosse estão entre os sintomas típicos em pacientes infectados com a ômicron, de acordo com Angelique Coetzee, a médica da África do Sul cujas observações ajudaram cientistas a identificar a nova cepa.

Os sintomas contrastam com batimentos cardíacos acelerados, baixos níveis de oxigênio no sangue, perda de olfato e paladar frequentemente observados em pessoas contagiadas com a variante delta, disse.

Embora esses relatos tragam certo alívio, podem representar apenas um subconjunto de casos e uma fração do risco que poderia surgir caso a nova variante se propague pelo mundo. Estudos de padrões da doença são necessários para avaliar virulência da ômicron em diversos grupos de pacientes, disseram especialistas em saúde pública.

Algumas razões pelas quais especialistas estão cautelosos sobre os casos da ômicron descritos até agora:

  • Podem estar ocorrendo principalmente em jovens e pessoas em menor risco agora, mas isso pode mudar à medida que a variante se espalhe
  • Os casos estão no início, e sintomas mais sérios podem se desenvolvidos na segunda semana de infecção
  • Vacinações e infecções anteriores podem fornecer aos pacientes atuais proteção que outros ainda não têm

A Covid causa um espectro de doenças e tem maior probabilidade de ser fatal em pessoas com mais de 65 anos. Cerca de 80% dos casos mostram sintomas leves ou são assintomáticos, 15% são graves e requerem oxigênio e 5% são críticos, com a necessidade da ajuda de respiradores, segundo a Organização Mundial da Saúde.

“É prematuro fazer qualquer declaração sobre a gravidade”, disse Raina MacIntyre, professora de biossegurança global na Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney. “Apenas 20% dos casos de Covid são graves, por isso precisamos de estudos epidemiológicos.

Além disso, internações e admissões em unidades de terapia intensiva mostram atraso em relação aos casos, e as pessoas geralmente apresentam uma semana de sintomas leves antes de ficarem doentes.”

A OMS alertou sobre o potencial de surtos de Covid com “consequências graves” provocados pela ômicron, cuja constelação de alterações genéticas sugere que a cepa pode ser mais transmissível e capaz de escapar da imunidade fornecida pela vacinação ou infecção anterior.

Embora apenas 36% dos adultos na África do Sul estejam totalmente vacinados, o país enfrentou três epidemias de Covid e pelo menos 3 milhões de pessoas já foram infectadas. Um estudo de 2020 revelou que mais de 25% dos pacientes em instalações de saúde pública em Gauteng, a província que inclui Joanesburgo e onde os casos estão aumentando, tinham anticorpos contra o coronavírus de infecções durante a primeira onda.

Última atualização por Renan Dantas - 30/11/2021 - 13:39

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