Oncoclínicas (ONCO3) obtém liminar contra o BRB e impede mudanças na governança de fundos; ações caem até 3,5% na bolsa
A Oncoclínicas (ONCO3) disse nesta terça-feira (3) que obteve uma tutela antecipada em caráter antecedente que impede o Banco de Brasília (BRB) de promover mudanças na gestão ou na governança dos fundos detentores (FIPs) de ações da empresa.
Conforme comunicado emitido ao mercado, a tutela também impede o BRB de dispor sobre as cotas e ativos dos referidos fundos.
O BRB possui 98,3 milhões de ações da Oncoclínicas, representando uma participação de 8,68%, segundo informações no site da companhia.
A Oncoclínicas destacou que a decisão judicial liminar não representa um desfecho definitivo e final do assunto, já que está sujeita aos recursos previstos em lei.
O grupo declarou anteriormente que as cotas da Oncoclínicas detidas pelo Banco Master foram transferidas para o BRB após a liquidação extrajudicial, e que iria tomar medidas que incluem o exercício de opção de compra sobre os FIPs Quiron e Tessalia, que detêm ações da Oncoclínicas.
O Banco Master se tornou acionista da Oncoclínicas em 2024 com participação de 20% na empresa após injetar R$ 1 bilhão por meio dos FIPs em uma rodada de aumento de capital. A participação foi posteriormente diluída a 8,68% decorrente de outro aumento de capital.
As ações da Oncoclínicas recuavam aproximadamente 3,5% na bolsa de valores por volta das 12h (horário de Brasília), a R$ 2,48.