OPEP+ se reúne em meio a incertezas sobre o futuro do petróleo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e países aliados (OPEP+) se reúne neste domingo (30) para discutir os próximos passos em seu plano de produção de petróleo, diante do temor de um excesso global da commodity para o próximo ano.
A expectativa é de que o cartel deve manter a pausa nos cortes de produção, adotada desde 2023. No entanto, especialistas alertam que a medida pode não ser suficiente para equilibrar o mercado.
Os cortes do grupo começaram após a queda dos preços de petróleo, que chegaram a superar US$ 100 por barril em 2022. Na fase mais intensa, o grupo reduziu quase 6 milhões de barris por dia. Atualmente, cerca de 3,24 milhões de barris diários seguem retidos, quantidade considerada insuficiente frente à expectativa de aumento da oferta global.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o excedente de oferta de petróleo bruto pode ultrapassar 4 milhões de barris por dia em 2026, mesmo com revisão positiva da demanda. O JP Morgan também alerta que o excesso será expressivo e persistente, pressionando ainda mais os preços.
Além de avaliar os cortes, a OPEP+ pretende atualizar a capacidade máxima de produção de seus membros, informação que será usada para definir as cotas de 2027. Enquanto alguns países, como Iraque e Rússia, enfrentam dificuldade para atingir suas metas, outros, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, conseguiram aumentar sua produção.
Os preços do petróleo devem fechar 2025 em queda, pressionados por estoques globais elevados, perspectivas de fim do conflito na Ucrânia e desaceleração da demanda, principalmente na China. Apesar disso, o cartel projeta equilíbrio no mercado em 2026, com demanda estimada em 106,2 milhões de barris diários e produção extra-OPEP crescendo 1,3 milhão de barris por dia.
*Com informações do Oilprice.com