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“Oportunidade dourada”: JP inicia cobertura de Aura Minerals (AURA33) com recomendação de compra

25 fev 2026, 15:54 - atualizado em 25 fev 2026, 16:01
Aura Minerals

O JPMorgan iniciou a cobertura da Aura Minerals (AURA33) com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) e preço-alvo de US$ 105 para o fim de 2026, o que implica potencial de alta de cerca de 30% sobre os níveis atuais.

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Para o banco, a mineradora representa uma “oportunidade dourada” ao combinar exposição quase pura ao ouro, crescimento acelerado e forte geração de caixa com retorno ao acionista. “A combinação entre exposição ao ouro, trajetória de crescimento, disciplina na alocação de capital e forte política de dividendos torna Aura um investimento atrativo”, afirma o time, liderado por Rodolfo Angele.

Segundo os analistas, cerca de 90% da receita da Aura vem do ouro, o que transforma a empresa em um veículo praticamente direto para capturar a visão estruturalmente positiva do banco para a commodity. “Aura é um almost pure-play de ouro e nós estamos construtivos com o metal”, diz o documento, publicado nesta quarta-feira (25).

A equipe global de commodities do JP projeta o ouro a US$ 6.300 por onça no fim de 2026 e a US$ 6.600 em 2027. “Vemos essa correção recente como um ajuste saudável após um movimento muito forte. A demanda de investidores e bancos centrais continua robusta”, destacam.

Nesse ambiente, o banco destaca que a Aura já entregou crescimento relevante. Desde 2017, a companhia mais que dobrou a produção, com taxa de crescimento anual composta do Ebitda (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) de 44%.

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Para os próximos anos, o JP estima aumento de cerca de 75% no volume até 2028, com expansão ainda mais acelerada do Ebitda. “Esperamos que a produção avance de forma significativa, apoiada por novos projetos e melhorias operacionais”, afirmam.

A produção projetada para 2026 é de 362 mil onças equivalentes de ouro (GEO), distribuídas entre sete minas na América Latina. O destaque estrutural é Era Dorada, que deve estar plenamente operacional até 2028 e pode adicionar cerca de 100 mil onças à produção anual. “Era Dorada pode se tornar o ativo flagship do portfólio, com alta eficiência e forte contribuição ao NAV”, dizem.

Na avaliação relativa, a Aura negocia a 4,3 vezes EV/Ebitda estimado para 2026, abaixo da média de pares globais. “A companhia ainda negocia com desconto frente aos pares, refletindo menor escala e liquidez. À medida que o plano de crescimento for entregue, vemos espaço para re-rating”, afirmam.

O balanço também sustenta a tese. A alavancagem estimada para a Aura Minerals em 2026 é negativa, em -0,3 vez dívida líquida/Ebitda, o que dá, segundo a análise, flexibilidade para novos investimentos. “Aura combina crescimento com retorno ao acionista”, dizem os analistas.

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O banco projeta yield de fluxo de caixa livre de 13,7% em 2026 e dividend yield de 4,1%, com política de distribuição equivalente a 20% do Ebitda, excluindo capex de manutenção e exploração. “Esperamos que os dividendos cresçam à medida que produção e Ebitda atinjam o pico entre 2026 e 2028”, destacam.

Pelo modelo de soma das partes, o JPMorgan calcula valor justo de US$ 105 por ação da Aura Minerals. O projeto Matupá ainda não está incluído nas estimativas e poderia elevar o valuation em cerca de US$ 8 por ação.

Entre os principais riscos para a tese, por fim, o banco cita volatilidade do ouro, execução operacional — especialmente relevante para uma junior miner —, questões comunitárias nas regiões de operação e fatores macro como força do dólar e política monetária nos Estados Unidos. “Como uma companhia altamente correlacionada ao ouro, movimentos relevantes no preço da commodity podem impactar materialmente os resultados”, concluem.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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