Oportunidade ou risco? As ações que caíram, mas podem surpreender; veja os destaques do Money Picks
As últimas semanas foram marcadas por notícias diárias sobre o avanço da guerra no Oriente Médio, altas do petróleo e do dólar e volatilidade nas bolsas globais, com várias ações caindo no Ibovespa (IBOV).
No Money Picks desta segunda, o jornalista Renan Dantas apresenta as principais apostas das casas de análise para comprar ou vender.
1 – Mercado Livre (MELI34)
Uma estrutura forte de tecnologia e serviço não foram suficientes para impedir a queda de Mercado Livre, que caiu 15% no ano.
Os custos mais elevados e a incerteza do mercado em relação aos investimentos e tecnologia justificam a baixa, mas para o Itaú BBA, a queda representa uma oportunidade a longo prazo.
Os analistas reduziram o preço-alvo de US$ 2.600 para US$ 2.500, mas isso ainda implica um potencial de alta de cerca de 50%. O Itaú aposta em uma recuperação das margens a partir do segundo semestre do ano.
2 – Nubank (ROXO34)
Outra companhia afetada pela preocupação com a tecnologia foi o Nubank, que ainda teve questões internas, como as dúvidas sobre investimentos dos Estados Unidos e expectativa de aumento de despesas e menor eficiência em 2026.
A queda foi de mais de 15%, mas os lucros seguem fortes. Para o BBA a recomendação segue de compra, com potencial de crescimento de lucros mais consistente e avaliação atrativa.
3 – Embraer (EMBJ3)
Outra ação com queda de cerca de 15% é a Embraer. Em um dos dias, o papel chegou a cair 11% de uma vez, a maior queda em quatro anos.
Com a alta do petróleo, a preocupação do mercado em relação à companhia são os possíveis atrasos ou cancelamentos de pedidos. Além disso, o guidance para 2026 veio abaixo das expectativas, pressionando ainda mais as ações.
Segundo o Itaú BBA, a baixa ainda é uma oportunidade. Para os analistas, a normalização do cenário geopolítico abre perspectivas melhores para a Embraer.
A Stone sofreu uma forte queda de cerca de 20% em um único dia após divulgar resultados abaixo do esperado, levando analistas, como os do Citi, a revisarem para baixo suas projeções.
Ainda assim, o banco manteve recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 18, destacando potencial de valorização de até 47%, impulsionado por dividendos robustos.
Além disso, movimentos recentes, como a venda da Linx para a TOTVS, levantam hipóteses sobre uma possível fusão ou aquisição no futuro.
Já a Eucatex aparece como uma oportunidade fora do radar, segundo a Empiricus. Com 75 anos de atuação, a empresa apresentou resultados sólidos no 4T25, com crescimento de receita, lucro e margens, além de bom controle da dívida.
A companhia também se beneficia do bom momento do programa Minha Casa Minha Vida, do qual é fornecedora relevante.
Apesar dos bons fundamentos, a Eucatex ainda negocia a múltiplos considerados baixos, cerca de 6 vezes o lucro projetado para 2026, o que reforça sua atratividade.
Para os analistas, a ação tem espaço para valorização e potencial de geração de renda, sendo recomendada em estratégias focadas em dividendos.
Toda semana, o Money Picks apresenta as melhores recomendações de ações para a compra e venda. As edições ficam disponíveis no canal do YouTube do Money Times.
*Com supervisão de Vitor Azevedo