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Os 5 principais eventos internacionais desta semana

03/06/2018 - 22:59

Investing.com – Sem grandes relatórios econômicos e notícias sobre balanços corporativos na próxima semana, os mercados podem se concentrar mais nas manchetes relacionadas ao comércio, já que Donald Trump, presidente norte-americano, se prepara para encontrar líderes mundiais na cúpula do G7 no Canadá.

É possível também que haja grandes desenvolvimentos nas relações comerciais com a China durante a próxima semana e mais clareza se as revisões do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, na sigla em inglês) poderão ser concluídas antes de um prazo que se aproxima.

Ainda sobre o comércio internacional, participantes do mercado irão se concentrar nos números mensais da balança comercial dos Estados Unidos e da China, uma vez que buscam avaliar se houve algum impacto na atividade comercial devido à recente disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Já no Reino Unido, investidores se concentrarão no relatório da atividade no setor de serviços na busca de mais indicações sobre a saúde da economia e sobre a possibilidade de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) aumente as taxas de juros neste ano.

Com relação a bancos centrais, um anúncio de política monetária do Banco do Canadá estará na agenda, embora nenhuma mudança seja esperada.

Antes da semana que está por vir, a Investing.com compilou uma lista com os cinco maiores eventos do calendário econômico com grandes chances de afetar os mercados.

1. Cúpula do G7

Os chefes das nações do G7 viajam para Quebec no final da semana para uma reunião organizada pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Espera-se que o presidente Trump chegue na sexta-feira; ele irá se reunir com os líderes da Alemanha, Itália, França, Reino Unido e Japão, todos esses países sujeitos às tarifas dos EUA.

Líderes financeiros dos aliados mais próximos dos EUA expressaram irritação a respeito das tarifas de importação de metal do governo Trump no sábado, encerrando uma reunião de três dias com uma severa repreensão de Washington.

Em uma rara demonstração de divisão, os outros seis países-membros do G7 emitiram um comunicado pedindo ao secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, para transmitir sua “preocupação unânime e decepção” sobre as tarifas para o presidente.

Falando separadamente após a reunião, Mnuchin disse a repórteres que não fazia parte do consenso de seis países sobre comércio e disse que Trump estava focado em “reequilibrar nossas relações comerciais”.

Pouco antes de a reunião de ministros das Finanças do G7 terminar, Trump escreveu no Twitter no sábado que “os Estados Unidos devem, finalmente, ser tratados de forma justa no Comércio”.

Na semana passada, os EUA impuseram tarifas de 25% sobre o aço e tarifas de 10% sobre o alumínio que forem importados da União Europeia, Canadá e México, após o fim das isenções temporárias.

As tarifas provocaram rápida retaliação e levantaram dúvidas se o governo poderá chegar a um acordo de curto prazo com o Canadá e o México em um Tratado Norte-Americano de Livre Comércio renovado.

No entanto, a grande questão é se os EUA poderão resolver disputas comerciais com a China.

2. Dados comerciais dos EUA

O Departamento de Comércio dos EUA divulgará a balança comercial de abril às 09h30 da próxima quarta-feira, o que será observado de perto em meio à ameaça de uma guerra comercial global.

O déficit tem previsão de aumento para US$ 50,0 bilhões, a partir de US$ 49,0 bilhões em março.

Há também dados sobre produtividade e custos que devem ser divulgados na quarta-feira, o que inclui um olhar para a inflação. Os dados das despesas de consumo pessoal são a métrica preferida de inflação do Federal Reserve.

Não há discursos de integrantes do Fed na próxima semana, já que é o período de silêncio antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto de 12 e 13 de junho, na qual se espera que o Fed aumente as taxas de juros.

O banco central norte-americano está cada vez mais propenso a aumentar as taxas uma quarta vez neste ano, após o relatório de empregos da semana passada ter mostrado que o crescimento dos empregos no país acelerou em maio e a taxa de desemprego caiu para 3,8%, mínima de18 anos.

O relatório do Departamento do Trabalho dos EUA também mostrou ganhos salariais sólidos, apontando para o rápido aperto das condições do mercado de trabalho, o que poderia suscitar preocupações sobre a inflação.

3. Balança comercial da China

A China deverá divulgar os números da balança comercial de maio na manhã de sexta-feira.

O relatório deverá mostrar que o superávit comercial do país subiu de US$ 28,8 bilhões em abril para US$ 32,5 bilhões no mês passado.

As projeções para as exportações são de crescimento de 6,3% em comparação ao ano anterior, enquanto se espera que as importações tenham subido 16,0%.

Os dados da balança comercial divulgados no mês passado mostraram que as exportações da China aumentaram bastante, apesar da disputa comercial acalorada com os Estados Unidos.

Negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China também manterão os investidores em alerta nesta semana.

A China advertiu os Estados Unidos no domingo que quaisquer acordos firmados sobre comércio e negócios entre os dois países serão anulados se Washington implementar tarifas e outras medidas comerciais, quando as duas nações terminarem sua última rodada de negociações em Pequim.

Isso aconteceu após uma reunião em Pequim no final de semana entre o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

As duas maiores economias do mundo têm se ameaçado mutuamente com dezenas de bilhões de dólares em tarifas nos últimos meses, levando a preocupações de que Washington e Pequim poderiam travar uma guerra comercial em grande escala que poderia prejudicar o crescimento global e também os mercados.

4. PMI do setor de serviços do Reino Unido

Um estudo sobre setor de serviços gigante do Reino Unido tem divulgação prevista para às 05h30 da próxima terça-feira e projeções de subir para 52,9 a partir da leitura de 52,8 no mês anterior.

Outro PMI relativo ao setor da construção está previsto para segunda-feira.

O crescimento entre os fabricantes britânicos ganhou velocidade pela primeira vez em seis meses, mas a melhora mascarou a fraqueza subjacente entre as fábricas do país, conforme demonstrou um estudo na sexta-feira.

A economia da Grã-Bretanha cresceu mais lentamente do que a maioria de seus pares no primeiro trimestre de 2018 devido a uma mistura de clima excepcionalmente nevado e ventos contrários devido à saída iminente da Grã-Bretanha da União Europeia.

O Banco da Inglaterra está aguardando sinais de que o fraco crescimento no início do ano foi temporário e causado por um clima excepcionalmente frio – e não pela aproximação do Brexit no próximo ano – antes de aumentar as taxas de juros pela segunda vez em mais de uma década.

5. Reunião de política monetária do Banco da Reserva da Austrália

O Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) deve divulgar sua mais recente decisão sobre a taxa de juros na próxima terça-feira à 01h30.

A maioria dos economistas espera que o banco central mantenha as taxas inalteradas no atual recorde mínimo de 1,5% pela 21ª reunião seguida, o que seria o maior período de inatividade desde 1990.

Decisores da instituição também deverão manter cautela com a inflação, um sinal claro de que um aumento de juros ainda é uma perspectiva distante.

Philip Lowe, presidente do RBA, ter alertado por muito tempo que o próximo movimento nas taxas está mais propenso a ser um aumento do que uma redução, mas até agora tem enfatizado que a diretoria do banco central não viu fortes argumentos para um aumento tão cedo.

Investidores esperam que a política monetária permaneça como está por um bom tempo e os futuros interbancários não precificam um aumento de 25 pontos base até julho de 2019.

Fique por dentro de todos os eventos econômicos desta semana acessando: http://br.investing.com/economic-calendar/

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Última atualização por Gustavo Kahil - 03/06/2018 - 22:59

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