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Os destaques da Tecnoshow Comigo 2025, principal feira de tecnologia do Centro-Oeste

19 abr 2025, 9:00 - atualizado em 17 abr 2025, 15:42
Tecnoshow comigo
(Foto: Divulgação)

A 22ª edição da Tecnoshow Comigo, principal evento de tecnologia do Centro-Oeste, que ocorreu entre os dias 7 e 11 de abril e movimentou mais de R$ 10 bilhões em negócios. A feira contou com diferentes destaques que abordados aqui no Agro Times.

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Na abertura do evento, o governador de GoiásRonaldo Caiado, que já se coloca como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, disse que o foco do estado para o agronegócio fica para investimentos em rodovias.

A economista do Bradesco BBI, Priscila Trigo, ressaltou que câmbio, juros e guerra comercial são alguns dos fatores que tornam 2025 desafiador para o produtor rural.

“Se a China e os EUA chegarem a um acordo entre eles e a China retomar a compra de soja americana daqui a 3 ou 4 meses vamos ver muita volatilidade em câmbio e preço”.

O crédito, em meios aos juros altos do Brasil. foi um tema bastante abordado no evento, e as cooperativas de crédito Sicoob Sicredi reforçaram bastante suas apostas nos consórcios.

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O diretor de agronegócio do Bradesco (BBDC4), Roberto França, reforçou que a inadimplência do banco ainda está alta, mas disse que a tendência é de acomodação. “Ainda temos um índice de atrasos no crédito rural que está acima da média histórica”.

Quanto ao mercado de commodities, o engenheiro agrônomo e analista econômico do Sicredi, Filipe Kalikoski, reforçou que o Brasil conta com as melhores cartas do baralho para soja em meio a guerra comercial China-EUA e projetou uma melhor perspectiva de preços para oleaginosa na safra.

“Historicamente, a entressafra é melhor que pico de safra em termos de preços, mas esse ano em específico eu vejo com muito bons olhos. Por quê? Porque o Brasil já teve uma quebra na safra do Sul, a Argentina quebrou também, e a China precisa comprar essa soja e não vai conseguir da americana se o Trump manter as tarifas”.

O economista e pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino, enxerga espaço para a arroba do boi atingir R$ 400, mas ressaltou que isso dependerá de fatores como dólar, inflação, consumo doméstico, mercado externo e abertura de novos mercados. Ele acredita que o “Brasil vai parar em 2027” por problemas fiscais. “Se o boi chegar em R$ 380, com certeza vamos ver negócios em R$ 400, isso por conta de prêmios e garantia de escala”.

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E nós conversamos com produtores de Goiás durante a Tecnoshow Comigo, assim como a Aprosoja do estado, sobre os fatores que afetaram o ciclo 2024/2025 e o que preocupa para 2025/2026. Os receios ficaram voltados para os custos e juros elevados, junto dos menores preços de grãos e a reforma tributária.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
pasquale.salvo@moneytimes.com.br
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.