Comprar ou vender?

Os três motivos que levaram o BofA a dar dupla elevação para ISA Energia (ISAE4)

13 abr 2026, 12:26 - atualizado em 13 abr 2026, 12:27
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(Imagem: REUTERS/Luis Jaime Acosta)

O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações da ISA Energia (ISAE4) de venda para compra nesta segunda-feira (13).

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O banco também aumentou o preço-alvo em R$ 9: de R$ 26 para R$ 35 no final deste ano – o que representa um potencial de valorização de 13,8% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (10).

Em relatório, o analista Gustavo Faria diz que agora “há uma melhora clara no potencial de valorização das ações ajustado ao risco” – o que, na avaliação dele, justifica a dupla elevação dos papéis. Nos últimos 12 meses, ISAE4 acumula alta de 50,15%, contra 54,03% do Ibovespa (IBOV).

Em reação, os papéis operam em tom positivo hoje. Por volta de 12h (horário de Brasília), ISAE4 registrava ganho de 1,69%, a R$ 31,29, figurando como a terceira maior alta do Ibovespa. Acompanhe o Tempo Real.



Por que comprar ISA Energia agora?

Para o BofA, ao menos três motivos justificam a recomendação das ações da ISA Energia.

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Em primeiro lugar, na visão do banco, a companhia está sendo negociada com um valuation atrativo, considerando que a empresa, que atua no segmento de transmissão de energia, apresenta um perfil de baixo risco, com beta inferior ao de seus pares.

Além disso, ISAE4 negocia com um prêmio de risco de ações (ERP) de cerca de 380 pontos-base (bps) em relação ao título do Tesouro NTN-B de longo prazo, em linha com os pares.

“Ajustando pelo beta, isso implica um ERP de 760 bps contra 500 bps do setor, sugerindo um prêmio de risco excessivo para um ativo de baixo risco. Esse descompasso contrasta com a forte proteção de downside da empresa”, diz o relatório.

O analista ainda destaca que as “opcionalidades” também ainda não foram precificadas, em especial o contencioso previdenciário envolvendo a Sefaz, estimado em aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

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Com a abertura formal dos canais de renegociação judicial com o governo do Estado de São Paulo, o banco tem uma visão mais construtiva, ainda que cautelosa, com o avanço nas discussões para termos comerciais.

“Apesar desse progresso, acreditamos que o mercado ainda precifica praticamente zero de valorização desse item”, afirmou o analista Gustavo Faria em relatório.

Em um cenário conservador, o BofA estima um acordo entre a companhia e o Estado apenas em 2028, com um haircut (corte em parte dos recebíveis) de 75% – o que adicionaria cerca de 6% ao VPL (Valor Presente Líquido).

Já em um cenário mais favorável, considerando um acordo entre R$ 4,6 bilhões a R$ 6,1 bilhões, ajustado por IPCA-Selic, após impostos, o banco prevê uma alta de 10% a 20% no VPL.

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Além disso, o analista afirma que um ciclo maior de capex de reforços e o possível reconhecimento de ativos não remunerados na base regulatória (RAB) podem adicionar mais de 3% ao VPL.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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