Ouro

Ouro sobe com dólar mais fraco e alívio nas tensões entre EUA e Irã

01 abr 2026, 16:11 - atualizado em 01 abr 2026, 16:19
barras de ouro
(Imagem: Canva)

O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (1º) na esteira da perda de força do dólar e do petróleo, como reflexo das expectativas de um cessar-fogo próximo entre os Estados Unidos e o Irã.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou com avanço de 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy.



Já a prata para maio subiu 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.

O que impulsionou o ouro hoje?

A expectativa de um cessar-fogo, após falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sinalizações de interesse em negociar do Irã, impulsionou a commodity metálica na sessão desta quarta-feira.

Trump afirmou mais cedo que Teerã teria solicitado um cessar-fogo, condicionando uma decisão de Washington à reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante do fluxo global de petróleo.

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A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), no entanto, reiterou que o Estreito de Ormuz permanece sob “pleno controle” de sua Marinha e rejeitou qualquer possibilidade de reabertura nas condições sugeridas pelos Estados Unidos.

Em comunicado, a força disse que a via estratégica “não será reaberta aos inimigos desta nação por meio das ‘encenações ridículas’ do presidente” norte-americano.

Em entrevista à agência de notícias Reuters hoje, Trump afirmou que os Estados Unidos “sairão do Irã muito rapidamente” e poderão retornar para “ataques pontuais”, se necessário.

Com o conflito em sua quinta semana e Trump sob pressão para encerrar a guerra em meio ao aumento dos preços da gasolina, o presidente agendou para hoje um discurso à nação às 22h (horário de Brasília).

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Segundo os analistas da Sucden Financial, o movimento de hoje sugere reconstrução do fôlego do ouro, ainda que os ganhos permaneçam moderados e dependentes da dinâmica do dólar e do petróleo.

Para eles, a perspectiva de curto prazo segue construtiva, com suporte adicional vindo da moeda americana mais fraca.

Na mesma linha, o ING destaca que o metal estendeu os ganhos pela quarta sessão consecutiva, impulsionado pela percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA.

O banco holandês também pondera que o ouro segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte, embora as quedas recentes tenham sido acompanhadas por compras, e não por perda de confiança.

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Os dados sobre compras de bancos centrais serão determinantes para avaliar se a desaceleração recente é temporária, frisa o ING.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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