Ouro

Ouro avança com otimismo de acordo de paz no Oriente Médio, mas acumula queda de 1% no mês

29 maio 2026, 15:24 - atualizado em 29 maio 2026, 16:04
Prata e ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro fechou em alta na sessão desta sexta-feira (29) ainda com otimismo em torno de acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. O alívio nos juros também beneficiou a commodity.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou alta de 1,36%, a US$ 4.593,0 por onça-troy. No mês, o metal dourado acumulou queda de 1,53%.



Já a prata para julho avançou 0,05%, a US$ 75,9875 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro?

O metal dourado estendeu os ganhos nesta sexta-feira diante da expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio. O mercado do ouro ganha novo fôlego em meio às esperanças por um acordo, segundo o TD Securities.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que estava em uma reunião para tomar a decisão final sobre um acordo com o Irã, mas reforçou que o país persa não deve ter um programa nuclear e que o Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto.

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Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars, citando fontes, o Irã considera os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível acordo com Teerã como “uma mistura de verdade e falsidade”.

Um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos ainda estava nos estágios finais de ratificação no Irã, e nenhuma decisão final havia sido tomada ainda, disseram as fontes.

O cenário também voltou a derrubar os preços do petróleo — com o Brent caindo abaixo de US$ 90, aliviando as preocupações inflacionárias e pressionando também o dólar e os rendimentos dos Treasuries, oferecendo suporte ao ouro, segundo o Saxo Bank.

Já o Commerzbank nota que, em meio ao reajuste nas expectativas de política monetária, o ouro se beneficia como um ativo que não gera rendimento. Por volta das 14h30 (de Brasília), o mercado observava março de 2027 como o próximo mês para uma alta nos juros nos EUA, segundo a ferramenta CME Group.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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