Ouro

Ouro retoma fôlego com cessar-fogo no Oriente Médio e sobe 2%

08 abr 2026, 16:14 - atualizado em 08 abr 2026, 16:32
barras de ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro fechou a sessão desta quarta-feira (8) em alta com a diminuição das tensões geopolíticas e após o acordo de cessar-fogo temporário entre EUA e Irã. O metal precioso ganhou força em meio ao enfraquecimento do dólar e a derrocada dos preços do petróleo no mercado internacional.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com avanço de 2%, a US$ 4.777,20 por onça-troy.



Já a prata para maio subiu 4,72%, a US$ 75,385 por onça-troy, em recuperação das sessões anteriores.

O que impulsionou o ouro?

Os preços do ouro foram impulsionados com o cessar-fogo no Oriente Médio e a expectativa de um acordo de paz definitivo entre EUA-Israel e Irã.

Na noite de ontem (7), os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, suspendendo a guerra que começou em 28 de fevereiro.

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Já nesta quarta-feira, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o Irã confirmou que participará de conversas com os Estados Unidos na sexta-feira (10), em Islamabad.

Também no início da tarde de hoje, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou violações no acordo de cessar-fogo com ataques a duas ilhas iranianas, de Lavan e Siri. O autor dos ataques não foi mencionado.

Mesmo diante disso, os metais preciosos mantiveram o sinal positivo.

E, apesar da alta desta quarta-feira, os asnalistas do banco holandês ING destacaram que o ouro ainda permanece cerca de 11% abaixo das máximas do registradas em fevereiro, “após a liquidação forçada durante a escalada das tensões no Oriente Médio, que enfraqueceu temporariamente seu apelo como porto seguro”, em relatório.

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Para o ING, o mercado começou a dar sinais de “estabilização”.

Já o TD Securities avalia que os custos de oportunidades em manter metais preciosos deve permanecer alto mesmo com o cessar-fogo, considerando que ainda “levará tempo para reverter as altas expectativas de inflação”.

“No entanto, à medida que uma normalização mais ampla nos mercados de energia e nas taxas de juros se materializar e o dólar se desvalorizar, é provável que o ouro retorne a valores acima de US$ 5.000 no segundo semestre de 2026”, afirmam os analista do banco.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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