Metais Preciosos

Ouro bate novo recorde e ultrapassa os US$ 5.500 com incertezas geopolíticas no radar

29 jan 2026, 11:08 - atualizado em 29 jan 2026, 11:08
ouro - mercados
(Imagem: Pexels/ Canva)

O ouro bateu um novo recorde nesta quinta-feira (29) ao ultrapassar os US$ 5.500 por onça-troy, uma alta de quase 3,8% no dia, devido às incertezas geopolíticas no radar do mercado. Na máxima, a commodity chegou a US$ 5.625 por onça.  

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Em relatório, o Goldman Sachs aponta que, além das tensões globais, as preocupações com a trajetória fiscal e incerteza política do Japão têm contribuído para pressionar o preço do metal. O banco avalia ainda que os níveis atuais de preço do ouro são um ponto de entrada incerto para investidores táticos. 

“Uma resolução desses fatores poderia provocar uma correção temporária, enquanto qualquer novo aumento dos riscos geopolíticos ou fiscais poderia sustentar uma consolidação ou até preços mais altos”, afirmam os analistas Lina Thomas e Daan Struyven no relatório.  

No longo prazo, o Goldman tem expectativa de continuidade na trajetória favorável para o ouro, impulsionada pela força estrutural das compras de bancos centrais de mercados emergentes.  

O cenário-base do banco é de que o ouro esteja em US$ 5.400 por onça-troy até dezembro de 2026. No entanto, a estimativa tem risco altista, uma vez que ela não incorpora a possível diversificação adicional do setor privado — uma fonte extra de demanda. 

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E a prata? 

A prata também acompanha o movimento do ouro e segue em trajetória de alta, cotada a US$ 118 por onça-troy. Segundo o Goldman, o metal acumula alta de 51% no ano e ampliou sua notável valorização de 2025 — quando os preços subiram 138%. 

A alta recente, diz, reflete o aperto de liquidez em Londres, o que contribui para que o metal rode acima de US$ 100 por onça.  

“Esperamos que oscilações extremas de preços continuem — tanto para cima quanto para baixo — e aconselhamos clientes avessos à volatilidade a permanecerem cautelosos”, avaliam em relatório.  

O banco menciona ainda a volatilidade adicional pela especulação em torno da política comercial dos Estados Unidos, com a prata teoricamente elegível a tarifas de até 50%, retirando estoques de Londres e reduzindo o volume disponível.  

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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