Ouro caminha para maior alta diária desde 2008 após queda de duas sessões
O ouro disparou mais de 5% nesta terça-feira (3), caminhando para seu maior ganho diário desde novembro de 2008, enquanto a prata também avançou, à medida que os metais preciosos se recuperaram após a mais acentuada queda de dois dias em décadas.
Analistas veem a continuidade do mercado altista e esperam que os metais atinjam novos recordes históricos ainda neste ano.
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O ouro à vista subia 5,8%, para US$ 4.935,56 por onça, às 08h18 GMT. Na segunda-feira, havia atingido a mínima de US$ 4.403,24, duas sessões depois de alcançar o pico de US$ 5.594,82.
Os contratos futuros de ouro dos EUA para entrega em abril avançaram 6,6%, para US$ 4.958,50 por onça.
“É razoável dizer que isso esteja em torno de um valor justo, potencialmente, se considerarmos que vimos um mercado se comportando de forma bastante irracional por algumas semanas”, afirmou Kyle Rodda, analista sênior de mercado da Capital.com.
“Os preços atuais levam o ouro e a prata de volta aos níveis em que estavam no início da segunda metade de janeiro”.
A espetacular valorização do ouro fez com que ele rompesse vários recordes e registrasse um ganho de quase 13% em janeiro, seu maior avanço mensal desde novembro de 2009, enquanto a prata tocou uma máxima histórica de US$ 121,64 na última quinta-feira.
A prata subia 10%, para US$ 87,40 por onça, nesta terça-feira, após ter sofrido na sexta-feira sua maior queda diária já registrada, com um tombo de 27%. Ela caiu mais 6% nesta segunda-feira.
Os metais haviam recuado depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou Kevin Warsh para ser o próximo presidente do Federal Reserve dos EUA.
“Os mercados endossaram a indicação de Warsh pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como alguém relativamente crível, e assim vimos o dólar se mover com base nisso; e, novamente, isso foi meio que o alfinete que estourou o grande rali dos metais preciosos”, disse Rodda.
O CME Group também elevou as exigências de margem sobre os contratos futuros de metais preciosos, alimentando a forte movimentação da semana passada.
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA informou nesta segunda-feira que o relatório de emprego de janeiro, amplamente acompanhado, não será divulgado nesta sexta-feira (6) devido a uma paralisação parcial do governo federal.
Entre outros metais, a platina à vista subia 5,7%, para US$ 2.242,55 por onça, após ter atingido um recorde histórico de US$ 2.918,80 em 26 de janeiro, enquanto o paládio avança 5,3%, para US$ 1.811,39.