Metais Preciosos

Ouro derrete 6% diante da intensificação do conflito no Oriente Médio; confira

19 mar 2026, 15:41 - atualizado em 19 mar 2026, 15:41
ouro - mercados
(Imagem: Pexels/ Canva)

O ouro fechou com tombo de quase 6% nesta quinta-feira (19), durante a sessão, porém, o metal precioso chegou a derreter 9% no pregão regular. O recuo acontece em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio, o que reverteu boa parte dos fundamentos que haviam impulsionado as cotações no início do ano.

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Fatores como o fortalecimento do dólar com a disparada nos preços do petróleo e a queda nas compras institucionais pelos países árabes acabam pesando nas negociações do metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 5,9%, a US$ 4.605,7 por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 8,2%, a US$ 71,21 por onça-troy.

O cenário atual é um “grande problema para o ouro”, aponta o TD Securities, que vem alertando sobre um eventual “colapso” nas cotações da commodity desde a amplificação da guerra.

“Os Consultores de Negociação de Commodities (CTAs) continuarão vendendo no curto prazo, na maioria dos cenários de preços, embora em escala modesta”, avalia.

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Segundo a TD Securities, a redução das compras das nações do Oriente Médio da commodity a zero criou vulnerabilidades de queda nos preços do ouro. Além disso, a instituição alerta que, à medida que os preços de energia sobem, esse risco se amplia globalmente para os países importadores de energia.

“Sem o apoio do setor oficial, a participação generalizada de investidores institucionais no mercado de ouro torna-se cada vez mais vulnerável”, pontua o banco. A redução da demanda oficial elimina uma saída para os investidores institucionais que participam de um mercado saturado, acrescenta.

Além disso, o TD Securities atenta que o ouro ainda está cerca de US$ 1 mil por onças abaixo dos preços atuais, indicando um potencial considerável de queda, sem, no entanto, colocar tecnicamente em risco o mercado de alta.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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