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Ouro e prata disparam no primeiro pregão de 2026 após recorde histórico em 2025

02 jan 2026, 7:35 - atualizado em 02 jan 2026, 7:35
Prata e ouro
Metais preciosos iniciam 2026 com ganhos, sustentados por expectativas de cortes de juros nos EUA e busca por proteção. (Imagem: Inok/iStock)

O ouro e a prata iniciaram 2026 em alta, dando sequência a um rali que marcou o melhor desempenho anual dos metais preciosos em mais de quatro décadas. Logo na abertura do ano, o ouro voltou a se aproximar de níveis recordes, enquanto a prata avançou com força, refletindo expectativas favoráveis para o cenário macroeconômico global.

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Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o ouro era negociado perto de US$ 4.400,05 por onça-troy com alta de 1,36%, enquanto a prata registrava valorização superior a 4,61%, com cotação de US$ 73,86 por onça-troy.

A avaliação entre investidores é de que os metais podem continuar se beneficiando ao longo de 2026, diante da perspectiva de novos cortes de juros nos Estados Unidos e de um dólar mais fraco. No curto prazo, porém, analistas alertam para possíveis ajustes técnicos, já que rebalanceamentos de índices podem levar fundos a reduzir posições para adequar seus portfólios.

O desempenho expressivo consolida um ciclo de forte valorização iniciado no ano passado. Em 2025, os metais preciosos acumularam ganhos robustos, apesar da volatilidade registrada no fim de dezembro, quando parte do mercado realizou lucros após a escalada dos preços e indicadores passaram a sinalizar condições de sobrecompra.

No caso do ouro, a sequência de máximas históricas foi sustentada por uma combinação de fatores: compras consistentes de bancos centrais, o início do processo de flexibilização monetária pelo Federal Reserve e o enfraquecimento do dólar.

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A busca por proteção também ganhou força em meio a tensões geopolíticas persistentes e a disputas comerciais lideradas pelos Estados Unidos. Com isso, o ouro acumulou ganhos de 64% no ano.

A prata, por sua vez, teve desempenho ainda melhor em 2025, superando o ouro e alcançando patamares que até pouco tempo atrás pareciam improváveis. Além de se beneficiar do mesmo pano de fundo macroeconômico, o metal também reagiu a preocupações recorrentes sobre a possibilidade de tarifas de importação nos EUA, o que poderia afetar a oferta global de prata refinada. A prata terminou 2025 com uma alta de 143%.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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