Metais Preciosos

Ouro fecha em alta, com novo recorde, de olho em economia e geopolítica; prata sobe 7%

28 jan 2026, 16:31 - atualizado em 28 jan 2026, 16:31
Prata e ouro
(Imagem: Inok/iStock)

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira (28) pela sétima sessão consecutiva, subindo acima de US$ 5.300 pela primeira vez e sustentado pela busca por proteção em meio a incertezas econômicas e geopolíticas, apesar da recuperação do dólar no exterior.

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O movimento também refletiu expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), antes de sua decisão.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 4,35%, a US$ 5.303,60 por onça-troy. Na máxima do dia, o metal dourado chegou a ser cotado a US$ 5.323,40.

Já a prata para março avançou 7,15%, a US$ 113,53 por onça-troy.

Analistas do Maybank afirmaram que há uma “confluência de riscos negativos para o dólar neste momento”, o que tem favorecido a valorização do ouro e da prata. Segundo eles, a percepção mais frágil sobre a moeda americana tem incentivado a migração para metais preciosos, que se tornam mais baratos para investidores detentores de outras divisas.

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Na mesma linha, Soojin Kim, do MUFG, avaliou que a forte alta do ouro reflete um ambiente de maior risco econômico e geopolítico, incluindo mudanças na política dos EUA e tensões nos mercados de títulos.

Para a analista, esse cenário tem alimentado uma “operação de desvalorização cambial”, com investidores buscando refúgio fora de ativos tradicionais mais voláteis.

O Deutsche Bank destacou que o avanço do metal pode ganhar tração adicional ao longo do ano e alcançar marca de US$ 6.000 por onça-troy. Segundo o banco, o rali considera também fatores estruturais de investimento, como o aumento das alocações em reservas oficiais e o maior interesse por ativos reais e não atrelados ao dólar.

Já analistas do Saxo Bank observaram que a expectativa de juros mais baixos nos EUA a longo prazo tende a beneficiar os metais preciosos, ao reduzir o custo de oportunidade de manter ativos que não rendem juros.

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Na sessão, outros metais preciosos se recuperaram em linha com o ouro, após forte tombo de mais de 10% na véspera. A platina para abril fechou em alta de 3,63%, a US$ 2.629,50, e o paládio para março saltou 8,76%, a US$ 2.045,30.

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