Mercados

Ouro fecha em queda de quase 4% com dólar forte em meio a escalada de tensões no Oriente Médio

03 mar 2026, 16:53 - atualizado em 03 mar 2026, 16:53
ouro - mercados
(Imagem: Pexels/ Canva)

O contrato mais líquido do ouro encerrou a terça-feira (3) em queda acentuada de quase 4% na sessão. A realização ocorre em meio ao fortalecimento do dólar e ao aumento das preocupações com a inflação e as taxas de juros, diante da escalada do conflito no Oriente Médio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 3,54%, a US$ 5.123,70 por onça-troy.



Já o contrato da prata para maio teve queda de 6,05%, a US$ 83,47 por onça-troy.

Entre outros metais preciosos, a platina para abril fechou em queda de 10,3%, a US$ 2.075,50, enquanto o paládio para junho recuou 7,31%, a US$ 1.663,70.

O que mexeu com o ouro hoje?

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã avançou para o seu quarto dia, intensificando a aversão global ao risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ouro, considerado um ativo de refúgio, seguiu na contramão neste pregão após subir na segunda-feira (2), em meio a um fortalecimento do dólar e dos juros dos Títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries).

Analistas do Swissquote apontam que um conflito prolongado poderia consolidar ainda mais a força do dólar americano. “A resposta tímida do ouro sugere que investidores estão cautelosos em realocar capital após seu recente e notável aumento de preços.”

No cenário geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que houve mais um ataque visando uma nova liderança do Irã, sem detalhar alvos específicos.

Trump também relatou conversas com lideranças europeias e criticou a postura do governo espanhol por recusar permissão para o uso de bases militares em ataques no Oriente Médio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, o presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Minneapolis, Neel Kashkari, declarou que é prematuro determinar como a guerra com o Irã afetará a inflação doméstica, mas ressaltou que o desenrolar do conflito pode influenciar a política monetária do país.

Já John Williams, do Fed de Nova York, alertou que o conflito no Oriente Médio pode elevar a inflação no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar