Internacional

Pandemia pode adiar até 2025 recuperação da demanda por energia, diz IEA

13 out 2020, 11:29 - atualizado em 13 out 2020, 11:29
Fatih Birol
O chefe da IEA, Fatih Birol, disse à Reuters que governos estão atrasados na implementação de políticas para atingir metas climáticas (Imagem: Ole Berg-Rusten/NTB Scanpix/via REUTERS)

Uma recuperação lenta da pandemia de coronavírus ameaça adiar para 2025 a retomada total da demanda global por energia, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta terça-feira.

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Em seu cenário principal, a IEA projeta que uma vacina e tratamentos podem permitir uma recuperação da economia global em 2021 e a recuperação da demanda por energia em 2023, segundo o relatório anual de perspectivas da agência, que assessora governos do Ocidente em suas políticas energéticas.

Mas em um cenário de “recuperação lenta” esse cronograma seria adiado em dois anos, apontou a entidade.

Nesse caso, a IEA prevê que um novo tombo no curto prazo prejudicaria o crescimento potencial da economia, com falências e mudanças econômicas estruturais que levariam alguns ativos físicos a se tornarem improdutivos.

A agência com sede em Paris vê a demanda global por energia caindo 5% em 2020, enquanto emissões do setor devem recuar 7% e os investimentos em energia devem cair 18%.

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A demanda por petróleo deve recuar em 8%, enquanto o uso de carvão deve ter baixa de 7%, com leve aumento no uso de renováveis.

O chefe da IEA, Fatih Birol, disse à Reuters que governos estão atrasados na implementação de políticas para atingir metas climáticas.

“A era de crescimento na demanda global por petróleo chegará ao fim dentro dos próximos 10 anos, mas na ausência de uma grande mudança em políticas governamentais eu não vejo um sinal claro de pico (da demanda). A recuperação da economia global deve em breve trazer a demanda por petróleo de volta aos níveis pré-crise”, afirmou ele.

As incertezas sobre a demanda futura e a queda dos preços em 2020 significam que produtores estão inseguros sobre como tomar decisões sobre investimentos, alertou a IEA.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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