Combustíveis

Para norte-americanos, preço da gasolina continuará subindo após ataques ao Irã, diz pesquisa Reuters/Ipsos

10 mar 2026, 5:22 - atualizado em 10 mar 2026, 5:22
Um painel eletrônico exibe os preços atuais da gasolina e do diesel em um posto de combustíveis, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, em Berlim. A foto foi tirada com longa exposição. 4/03/2026 REUTERS/Annegret Hilse
REUTERS/Annegret Hilse

A maioria dos norte-americanos acredita que os preços da gasolina aumentarão nos próximos meses, após a decisão do presidente Donald Trump de lançar ataques militares contra o Irã, e muitos esperam um conflito prolongado, mostrou pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta segunda-feira (9).

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Cerca de 67% dos entrevistados na pesquisa de quatro dias — incluindo 44% dos republicanos e 85% dos democratas — disseram esperar que os preços da gasolina nos EUA piorem no próximo ano. E 60% dos norte-americanos têm a expectativa de que o envolvimento militar dos EUA no Irã “continue por um longo período de tempo”, de acordo com a pesquisa.

As forças americanas e israelenses lançaram ataques coordenados contra o Irã em 28 de fevereiro, matando o líder do país em um ataque surpresa inicial.

A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos constatou que apenas 29% dos americanos aprovam os ataques, pouco acima dos 27% registrados em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada nas horas imediatamente após o início da campanha militar. Ambas as sondagens têm margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.

A última pesquisa ressalta os riscos políticos que Trump leva para o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato, em novembro, quando os democratas esperam assumir o controle de pelo menos uma Casa do Congresso do partido de Trump.

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Cerca de 64% dos participantes da pesquisa — incluindo um em cada quatro republicanos e nove em cada dez democratas — responderam que Trump não explicou claramente os objetivos do envolvimento militar dos EUA.

Aumento de preços

Trump voltou à Casa Branca no ano passado depois de prometer controlar a inflação e evitar que militares ficassem presos em um conflito no exterior. Desde que lançou ataques contra o Irã, os preços da gasolina nos EUA subiram cerca de US$0,50 por galão e pelo menos sete soldados norte-americanos foram mortos.

Os preços da gasolina são altamente sensíveis nos EUA, pois são uma das indicações mais imediatas e viscerais que os norte-americanos têm sobre aumentos e reduções em seu custo de vida.

Os preços da energia subiram diariamente na semana passada em todo o país e internacionalmente, inclusive durante o fim de semana em que a pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada.

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Analistas esperam semanas ou meses de aumento nos preços dos combustíveis em todo o mundo, mesmo que o conflito termine rapidamente.

Trump avalia maneiras de combater o aumento dos preços, mas as opções políticas dos EUA podem ter influência limitada sobre os mercados globais de petróleo. Nesta segunda-feira, o presidente disse a jornalistas que a operação militar no Irã está “muito à frente do nosso cronograma inicial”.

Quarenta e nove por cento dos norte-americanos — incluindo um terço dos republicanos e dois terços dos democratas — acham que a guerra no Irã terá um impacto negativo em suas finanças pessoais. Cerca de um em cada três republicanos disse não ter certeza de como a guerra afetaria suas finanças.

Realizada online, a pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 1.021 adultos norte-americanos em todo o país.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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