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Para o BTG, ciclo do boi está atingindo seu pico, mas data para virada segue incerta; veja

13 jun 2024, 15:31 - atualizado em 13 jun 2024, 15:31
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O banco comenta também sobre uma possível reversão para o ciclo favorável dos produtores de aves; veja a recomendação para os frigoríficos (Foto: Money Times)

O preço médio do boi no Brasil está no seu menor nível desde 2020, com spreads elevados para a indústria de frigoríficos, de acordo com relatório do BTG Pactual.

Para o banco, apesar de não haver sinais óbvios de que o ciclo do boi está se tornando negativo, os analistas enxergam uma proximidade do pico de preços. Entre os sinais que apontam isso, estão:

  1. abate de novilhas representa atualmente 42% do total de abates do Brasil nos últimos 12 meses, o que está em linha com os maiores níveis alcançados em ciclos anteriores;
  2. relação preço bezerro/boi também está aumentando, o que tende a incentivar a retenção de novilhas em algum momento no futuro próximo.

“À medida que os agricultores veem os preços dos bezerros aumentarem, a rentabilidade das operações de criação aumenta, incentivando-os a reter novamente os animais e a aumentar o rebanho”, explicam Pedro Soares, Thiago Duarte, Bruno Lima e Guilheme Guttilla.

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O BTG acredita que 2024 será um ano de retornos sólidos para os frigoríficos brasileiros, e acreditam que 2025 ainda poderá ser mais um ano de retornos acima da média, embora não acreditem que as margens terão maior probabilidade de se aproximarem dos níveis históricos.

btg boi frigoríficos

Impulso para os produtores de aves deve acabar?

O banco explica que se passaram vários meses desde que o ciclo avícola foi apontado como sendo muito favorável para os produtores de aves desde o final de 2023.

“O primeiro trimestre das empresas avícolas brasileiras ressalta isso com BRF e Seara (da JBS) divulgando fortes margens em relação ao passado recente, capturando os ventos favoráveis ​​associados aos custos menores dos grãos, bem como aos preços favoráveis ​​das aves, liderados pela oferta limitada no Brasil e nos EUA no final do ano passado”, pontuam.

No entanto, a instituição ressalta que uma das características do ciclo avícola é que ele é o mais curto das três principais proteínas, durando apenas um ano, comparado ao de dois anos para suínos e três para carne bovina.

Como os ciclos de proteínas são normalmente ditados pelas oscilações da oferta e não pela demanda, compreender as mudanças na oferta é fundamental para definir os ciclos de margem.

“Desde o ano passado, quando a Seara inaugurou algumas das suas novas adições de capacidade, esperávamos que isso impulsionasse um aumento na oferta em toda a indústria e de alguma forma prejudicasse o ciclo de subida dos preços das aves”, coloca.

Apesar disso, o BTG diz que a Seara teve dificuldades para conseguir seus suprimentos (estimamos que os volumes da Seara cresceram apenas em torno de um dígito baixo/médio em 2023).

“Mas isso não significa que a capacidade extra da indústria não exista”, completa.

Segundo o banco, houve um aumento de 8% na criação de aves em 2023, maior aumento anual em 10 anos, e os aumentos de capacidade da Seara pode ser o grande responsável por isso.

“No que diz respeito ao ciclo avícola, acreditamos que isso pode eventualmente forçar (ou talvez acelerar) uma reversão do ciclo. Com tanta capacidade adicionada e eventualmente prontos para aumentar a oferta de aves, ficaríamos preocupados que os atuais níveis de margem da indústria possam não ser suportados por muito mais tempo além do 2T24/início do 2S24”, explicam.

Recomendação do BTG para os frigoríficos

Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo.
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