Patrocinador de time da Série A atrasa pagamento a investidores e acende ‘alerta’ de R$ 25 milhões no clube
Enquanto os clientes da Fictor reclamam de dificuldades para receber dividendos e efetuar resgates de seus investimentos, o Palmeiras ainda não têm com o que se preocupar em relação à crise de liquidez de um de seus principais patrocinadores. Os repasses no âmbito do contrato de patrocínio entre a instituição financeira e o clube não foram afetados. A informação foi confirmada ao Money Times pela assessoria de imprensa da Fictor nesta terça-feira (20).
O logo da Fictor estampa as costas das camisas dos times de futebol masculino e feminino do Palmeiras desde o fim de março do ano passado. A empresa também figura como principal patrocinador das categorias de base palestrinas.
Pela exposição, a Fictor desembolsa R$ 25 milhões por ano. O valor anual pode alcançar R$ 30 milhões, a depender de eventuais bônus de premiação.
A crise da Fictor alimentou especulações quanto a uma eventual rescisão de contrato por inadimplência. Enquanto o clube não se pronuncia publicamente sobre o tema, a assessoria de imprensa da Fictor descartou a possibilidade. “O contrato está em dia”, informou a empresa ao Seu Dinheiro.
Em que pé está a situação dos investidores da Fictor
Desde dezembro de 2025, investidores queixam-se de atraso no pagamento dos dividendos ou no atendimento a solicitações de resgate, com prorrogação do prazo de forma unilateral pela Fictor, sem justificativa.
Em 12 de janeiro, a Fictor divulgou comunicado afirmando que atravessa um momento “atípico”, que gerou “um desafio temporário de liquidez e timing operacional”. Segundo a empresa, não se trata de insolvência nem de falta de compromisso.
O comunicado diz ainda que os pagamentos em atraso serão regularizados em 12 de fevereiro Além disso, informa que a holding pretende anunciar nos próximos dias a entrada de “um investidor relevante”.
Aqui, a repórter Monique Lima, do portal Seu Dinheiro, detalha os riscos por trás da promessa de alto retorno e os direitos dos investidores diante do atraso da Fictor, que no ano passado chegou a tentar comprar o Banco Master.
Enquanto isso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) agora investiga a Fictor por oferta irregular de investimentos, informa a repórter Lorena Matos.