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PDVSA começa a transferir óleo de unidade marítima que preocupa vizinhos, dizem fontes

16 dez 2020, 15:31 - atualizado em 16 dez 2020, 15:31
A PDVSA não respondeu de imediato a um pedido por comentários. Anteriormente, a empresa havia descartado as preocupações de grupos ambientais e dos governos de Trinidad e Tobago e Brasil quanto ao possível vazamento (Imagem: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

A petroleira estatal venezuelana PDVSA iniciou a transferência de petróleo de uma instalação marítima que vinha sendo foco de preocupações de dois países vizinhos devido à possibilidade de um vazamento, disseram nesta terça-feira duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A companhia deu início nesta semana à primeira de diversas transferências da instalação flutuante de armazenamento e descarregamento (FSO) de Nabarima, ancorada no campo de Corocoro, na costa leste do país, para a barcaça Inmaculada, segundo as fontes, que falaram em condição de anonimato porque não estão autorizadas a se manifestar publicamente.

O Inmaculada vai transportar o petróleo para o navio-tanque Icaro, da PDVSA, em um processo que deve durar semanas, disseram as pessoas. Dados marítimos do Refinitiv Eikon mostram que o Icaro navegou em direção ao Nabarima na manha desta terça-feira, ancorando próximo ao Golfo de Paria.

A PDVSA não respondeu de imediato a um pedido por comentários. Anteriormente, a empresa havia descartado as preocupações de grupos ambientais e dos governos de Trinidad e Tobago e Brasil quanto ao possível vazamento.

O Nabarima possui cerca de 1,3 milhão de babrris de petróleo, e imagens de setembro e outubro, que mostravam a embarcação inclinada, soaram alarmes para a possibilidade de vazamento. A PDVSA corrigiu a inclinação e disse que o navio, parte da Petrosucre, joint-venture com a italiana Eni está em condições satisfatórias.