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Petrobras abre em queda após governo dizer que não haverá repasse imediato

17/09/2019 - 10:53
As incertezas de quando o aumento será repassado aos consumidores e o tempo que o governo e a estatal estão dispostos a esperar é a grande dúvida do mercado (Imagem: EBC)

Por Investing.com

Na abertura da sessão desta terça-feira na bolsa paulista, as ações da Petrobras (PETR4) iniciam com perdas, refletindo a decisão do estatal de não mexer nos preços dos combustíveis, em um primeiro momento, bem como à queda do petróleo nos mercados internacionais.

Por volta das 10h50, as ações da Petrobras recuavam 1,39% a R$ 27,67, depois de avançar 4,39% na véspera. No mesmo momento, o barril do tipo Brent recuava 5,40%, a US$ 65,29. Já o WTI cedia 4,88%, a US$ 59,61.

Na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro e a Petrobras disseram que a petroleira não planeja aumentar de imediato os preços dos combustíveis em resposta ao ataque a instalações de da Arábia Saudita, indicando que a estatal pode afrouxar temporariamente as regras de preços de mercado.

As incertezas de quando o aumento será repassado aos consumidores e o tempo que o governo e a estatal estão dispostos a esperar é a grande dúvida do mercado, o que pode afastar o interesse de investidores nas operações de venda das refinarias, uma vez que, mais uma vez, o país não teria uma política de preços transparente.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que foi informado pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que, apesar de os preços dos combustíveis estabelecidos pela empresa seguirem os valores internacionais, a recente alta do petróleo é “atípica”.

Pouco após a divulgação da entrevista de Bolsonaro, a Petrobras divulgou um comunicado informando que não irá ajustar os preços dos combustíveis por ora, mas que observará as condições de mercado nos próximos dias e tomará uma decisão sobre preços no momento adequado.

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“A Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata. A empresa seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços”, disse a estatal, ressaltando que suas práticas hoje não preveem periodicidade definida para os reajustes.

No ano passado, ainda sob a gestão do presidente Michel Temer, o governo pressionou a Petrobras a mudar sua política de preços para os combustíveis em resposta a uma greve de caminhoneiros, o que levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a deixar o cargo.

Última atualização por Vitória Fernandes - 17/09/2019 - 10:54