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Petrobras cai 4% após veto no reajuste do diesel

12 abr 2019, 11:47 - atualizado em 12 abr 2019, 11:47
Petrobras
Com mesma política do governo Dilma, Bolsonaro faz com que ações da Petrobras despenquem

Por Investing.com

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As ações da Petrobras (PETR4) registram forte queda de 4,00% a R$ 26,88 às 11:07, liderando assim as perdas do Ibovespa na parte da manhã. O mercado reage negativamente à notícia de que a estatal desistiu de subir o preço do diesel após uma pressão do presidente Jair Bolsonaro.

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A medida traz incertezas quanto à independência da estatal no que tange a sua política de reajustes de combustíveis. Recentemente a Petrobras havia mudado a política de ajustamento de preço do diesel, deixando de ser diário para a cada 15 dias. Flutuações de preço no período seriam protegidos por operações de hedge.

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Na véspera, por volta do meio-dia, a Petrobras chegou a anunciar elevação de 5,7 por cento no valor do diesel para esta sexta-feira, mas à noite anulou o aumento e decidiu manter a cotação em 2,1432 reais por litro, praticada desde 22 de março.

O movimento ocorre diante de uma recente insatisfação de caminhoneiros em razão dos valores do diesel e dos fretes. No ano passado, a categoria organizou uma greve histórica por causa da alta do combustível mais consumido no país, o que abalou a Petrobras, culminando com a renúncia do então CEO Pedro Parente.

Conforme uma fonte do Palácio do Planalto, Bolsonaro ligou ao atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco, logo após conversa com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pedindo por um reajuste mais brando.

“O presidente pediu para reduzir o aumento, de 5 para 1 por cento… É manter o aumento, mas não nesse percentual”, afirmou a fonte palaciana, sob condição de anonimato, dada a sensibilidade do assunto.

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Indagada pela Reuters sobre eventual interferência do governo, a assessoria de imprensa da Presidência da República não respondeu de imediato. A Petrobras também não respondeu.

Contudo, em comunicado ao mercado após desistir de elevar o valor do produto, a Petrobras afirmou que “em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel… revisitou sua posição de hedge e avaliou, ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste”.

“A empresa reafirma a manutenção do alinhamento com o Preço Paridade Internacional (PPI)”, concluiu.

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