Comprar ou vender?

Petrobras (PETR4): Com nova política de preços, é hora de comprar as ações?

16 maio 2023, 15:53 - atualizado em 16 maio 2023, 15:53
Petrobras, Gasolina
Analistas, do geral, destacaram que a política de dividendos agora segue como principal foco. (Imagem: Youtube/ Petrobras)

Mesmo com o pior cenário desenhado para a Petrobras (PETR4) ficando para trás, analistas seguem com a mesma avaliação final sobre a companhia. Segundo TradeMap, a empresa continua com nove recomendações de manter, três de compra e três de venda.

A XP Investimentos, que recomenda a compra das ações, afirmou que a estratégia comercial baseada em preços competitivos por polo de vendas, em equilíbrio com os mercados nacional e internacional, permite à empresa competir de forma mais eficiente.

“Sempre fomos céticos sobre uma possível grande queima de caixa na Petrobras devido a investimentos orgânicos, pois vemos a empresa como um grande transatlântico que não muda de rumo rapidamente”, disse em relatório assinado por Andre Vida e Helena Kelm.

Os analistas destacaram que a empresa vem entregando investimentos abaixo do previsto no Plano Estratégico anterior. “Para nós, o maior risco de queima de caixa continua sendo possíveis fusões e aquisições (como Vibra, Braskem e Acelen) e contingências fiscais de R$ 169 bilhões”.

De acordo com a XP, Petrobras tem sido um bom investimento de retorno total devido ao pagamento de dividendos. “Ainda vemos uma re-rating significativo das ações da Petrobras como altamente improvável até que haja uma mudança significativa no cenário político”, disse.

Dividendos da Petrobras

Analistas, do geral, destacaram que a política de dividendos agora segue como principal foco para os investidores da Petrobras. “Apesar do sentimento melhorado, permanecemos neutros até que a administração dê mais cor à política de dividendos”, disse o BTG Pactual.

Segundo o banco, em relatório assinado por Pedro Soares e equipe, há uma vantagem limitada no preço atual das ações, que negocia a rendimento de dividendos de 8% em 2023.

Já o Goldman Sachs chamou a atenção para o fato de que a nova política de preços não inclui uma referência explícita – o que, disse em relatório assinado por Bruno Amorim e equipe, impede o banco de estimar o eventual impacto da diretriz sobre o balanço da companhia.

A instituição segue com recomendação neutra para as ações da Petrobras.

O Bradesco BBI definiu a nova política de preços  como “altamente subjetiva, sem a divulgação de uma fórmula específica”. “É provável que os aumentos sejam arbitrários e potencialmente justificados pela busca de paridade de exportação de longo prazo”, afirmou em relatório assinado por Vicente Falanga e Ricardo França.

Os analistas do banco esperam poucas mudanças nos preços atuais, se as variáveis macro atuais, como câmbio, preços do petróleo e crack spreads, permanecerem como estão. “Se as variáveis macro estiverem estressadas para cima, acreditamos que a Petrobras não repassará a volatilidade para o mercado doméstico”, disse.

“Para os investidores que esperavam que essa nova gestão cortasse os preços de forma brusca e abrupta, essa nova estratégia comercial parece sugerir o contrário. Os preços do Brasil podem cair ligeiramente abaixo da paridade do Golfo dos EUA? Sim. Isso seria desastroso para a empresa? Não”.

Ao mesmo tempo, destacou o Bradesco BBI, se por algum motivo os preços do petróleo explodirem, “sobrará dinheiro na mesa”. “Isso será desastroso para a empresa? Não. A Petrobras é exportadora líquida de petróleo. A estratégia comercial apoia a recomendação neutra para as ações da Petrobras”.

Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças pela Estácio. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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