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Petrobras (PETR4) começa a racionar diesel para distribuidoras por cota-dia

10 mar 2026, 12:42 - atualizado em 10 mar 2026, 12:42
Petrobras PETR4 dividendos
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr)

A Petrobras (PETR4) passou a aplicar um sistema de “cota-dia” para a venda de diesel às distribuidoras, em meio ao aumento da demanda e à suspensão de importações do combustível por parte de agentes privados. As informações são do Broadcast.

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Pelo modelo adotado, o volume mensal contratado pelas distribuidoras passa a ser fracionado em entregas diárias. A medida busca evitar que empresas antecipem retiradas e formem estoques maiores antes de um eventual reajuste de preços.

A decisão ocorre em um momento de forte descompasso entre os preços domésticos e os valores internacionais do diesel. Com a alta do petróleo após o agravamento do conflito no Oriente Médio, as importações do combustível ficaram economicamente inviáveis, reduzindo a oferta no país.

No fechamento da segunda-feira, o diesel vendido no Brasil apresentava uma defasagem estimada em cerca de 60% em relação ao mercado internacional, o que abriria espaço para um aumento de até R$ 1,94 por litro no preço do combustível.

Na prática, a limitação diária é vista por agentes do mercado como uma forma de racionamento. A medida costuma ser usada em cenários de escassez para evitar corridas por abastecimento e preservar os estoques disponíveis.

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A Petrobras hoje responde por cerca de 70% da demanda nacional de diesel. O restante costuma ser suprido por importadores, que reduziram ou interromperam compras diante da diferença entre o preço internacional e o valor praticado no Brasil.

Caso a situação persista, o risco de desabastecimento tende a aparecer primeiro nas “pontas” do mercado, como regiões mais dependentes de importação, a exemplo do Nordeste e do Rio Grande do Sul.

Enquanto isso, refinarias privadas já começaram a repassar aumentos sucessivos no diesel. Mesmo assim, a estatal tem mantido os preços congelados, o que, segundo executivos e analistas do setor, dificulta a retomada das importações e pode ampliar o risco de aperto na oferta caso não haja um ajuste nos próximos dias.

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