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Petrobras (PETR4) decide neutralizar preços de leilão de GLP e devolver diferença a clientes

09 abr 2026, 16:26 - atualizado em 09 abr 2026, 16:26
Petrobras PETR4 dividendos
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Flickr)

A Petrobras (PETR4) decidiu neutralizar os efeitos de preço do leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) realizado no fim de março e irá devolver aos clientes a diferença entre os valores ofertados no certame e o Preço de Paridade de Importação (PPI) do período, informou a companhia nesta quinta-feira (9).

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A decisão ocorre poucos dias após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao leilão, que registrou preços bem acima da tabela da estatal. O chefe do Executivo chegou a afirmar que a operação seria anulada e classificou o episódio como “cretinice”, ao dizer que o governo não permitiria repasses ao consumidor em meio à alta internacional dos combustíveis

A medida foi aprovada pela diretoria executiva e ocorre em meio a um cenário de maior volatilidade no mercado internacional, em função do conflito no Oriente Médio. Segundo a estatal, a decisão foi baseada em análises econômicas e de risco, além de considerar manifestações de órgãos reguladores e de defesa do consumidor.

Na prática, a Petrobras devolverá aos distribuidores a diferença entre o PPI divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 23 e 27 de março e os lances vencedores do leilão realizado em 31 de março.

A companhia afirmou que manterá a entrega integral dos volumes contratados, preservando a previsibilidade e a segurança do abastecimento de GLP no país.

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Em paralelo, a Petrobras também avalia a adesão ao programa de subvenção ao GLP importado, instituído pela Medida Provisória nº 1.349. Caso confirme a participação e os volumes negociados no leilão estejam contemplados pela política, a estatal indicou que poderá devolver aos clientes também os valores relacionados ao subsídio.

A decisão, segundo a Petrobras, “reforça a atuação da companhia em um momento de maior intervenção e coordenação no mercado de combustíveis, diante das pressões externas sobre preços e do impacto potencial ao consumidor final”.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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