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Petrobras (PETR4): elevação do preço da gasolina é positiva para a companhia? Confira o que dizem os analistas

29 maio 2026, 13:40 - atualizado em 29 maio 2026, 14:16
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(Imagem: iStock.com)

O anúncio feito pela Petrobras (PETR3;PETR4) de aumento nos preços da gasolina em R$ 0,48 por litro para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (29) foi considerada como positiva por analistas do mercado.

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Ao mesmo tempo, a Petrobras concede um desconto de R$ 0,44 por litro via subvenção para combustíveis criada pelo governo federal. Com isso, o preço médio da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, alta residual de R$ 0,04 por litro.

Por volta das 12h47 (horário de Brasília), PETR4 recuava 1,20%, a R$ 42, seguindo a queda do petróleo Brent. O Ibovespa, no mesmo horário, caía 1%, aos 173.321,40 pontos.



Duas medidas beneficiam PETR4

Na avaliação do Itaú BBA, embora o aumento residual para distribuidoras seja marginal, o efeito combinado das duas medidas é positivo para a Petrobras. “O preço final realizado pela companhia passará a ser de R$ 3,05 por litro, uma vez que o subsídio é reembolsado pelo governo federal. Com isso, a defasagem em relação à banda de referência se reduz de aproximadamente 30% para cerca de 15%”, afirma.

Ainda assim, a medida não elimina por completo o gap de preços remanescente, e ajustes adicionais podem ser necessários para alinhar os preços às referências internacionais, acrescenta o BBA.

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O banco de investimentos mantém recomendação de compra para PETR4 e preço-alvo de R$ 64, com potencial de valorização de 50,55% em relação ao fechamento anterior (28).

Medidas recentes visam garantir rentabilidade da estatal

Como resultado das medidas, o BTG Pactual também considera o aumento de preços como positivo para os resultados de refino e o desempenho financeiro da Petrobras.

“Esperamos novos movimentos relacionados a preços de combustíveis/subvenções nos próximos dias, especialmente porque os tributos PIS/Cofins sobre o diesel devem voltar a vigorar em 1º de junho”, acrescentam os analistas do BTG Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.

Embora a avaliação seja de que a Petrobras tenha sofrido pressão nos últimos dias com notícias sobre um possível acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e a venda de ações PETR4 pelo BNDES, os analistas do banco mantêm a visão de que as recentes medidas do governo têm como objetivo garantir a rentabilidade da estatal em meio à volatilidade do mercado.

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Com isso, a recomendação para as ADRs da Petrobras (PBR) segue de compra e o preço-alvo foi mantido em US$ 25, com potencial de valorização de quase 40% em relação ao fechamento anterior (US$ 18,96).

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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