Giro do Mercado

Petrobras (PETR4) entrega lucro bilionário, mas analista vê Prio (PRIO3) como melhor aposta

06 mar 2026, 16:04 - atualizado em 06 mar 2026, 16:04

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Volatilidade é a palavra da semana para o mercado financeiro. Prestes a completar uma semana de conflito no Oriente Médio, o petróleo caminha para a maior alta semanal desde 2022. No Brasil, além da alta da commodity, o mercado local também repercute os resultados da Petrobras, que lucrou R$ 110 bilhões em 2025.

No Giro do Mercado desta quinta-feira (06), a jornalista Paula Comassetto conversa com Ruy Hungria, analista da Empiricus, sobre os principais destaques que movimentam os mercados hoje.

Ontem (5), a Petrobras (PETR4) reportou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre e anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos. Entre os balanços, Embraer (EMBJ3) e Eneva (ENEV3) também divulgaram resultados e entraram no radar dos investidores.

“Esses resultados não surfam a alta do petróleo que vemos agora. No quarto trimestre do ano passado o que vimos foi uma fraqueza do petróleo, pois não estávamos em um período de conflito geopolítico, estávamos em cenário de sobreoferta e desaceleração da atividade global”, apontou Hungria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relação ao pagamento de dividendos bilionários, Hungria explica que o valor está abaixo do cenário de 2025. “O quarto trimestre foi muito pressionado por um petróleo mais barato e temos a questão do endividamento em projetos que vão começar a gerar mais caixa a partir de 2027”.

“Nossa visão com Petrobras é mais focada em dividendos. Em relação a valorização de ação, vemos a Prio (PRIO3) como melhor alternativa, ainda que não distribua dividendos neste momento. Essa é uma tese que tem forte crescimento de produção, então maior potencial de crescimento de valor da ação”, afirma o especialista sobre a carteira de dividendos da Empiricus no setor petrolífero.

Outro destaque do dia é a Cosan (CSAN3), que realizou pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações da Compass, uma de suas controladas. Se bem-sucedido, esse será o primeiro IPO no Brasil desde setembro de 2021, quando a Vittia (VITT3) abriu capital.

“Normalmente IPOs estão relacionados a bons momentos de mercado, porque é vantajoso para as empresas emitirem ações por preços mais elevados. Não temos visto um movimento tão frequente neste sentido porque não temos um ambiente de preços tão elevados para atrair muitas companhias, mas temos por outro lado, a situação de companhias que precisam levantar dinheiro, como é o caso da Cosan”, analisou o especialista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No cenário internacional, o payroll de fevereiro mostrou corte de vagas acima do esperado e aumento da taxa de desemprego nos Estados Unidos. Além disso, os mercados seguem atentos ao conflito no Oriente Médio e aos riscos inflacionários provocados pela alta do petróleo.

*Com supervisão de

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar