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Petrobras (PETR4) faz nova descoberta em águas ultraprofundas do Amapá, na margem equatorial; ‘uma alegria danada’, diz CEO

14 ago 2026, 18:59 - atualizado em 14 ago 2026, 20:07
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(Imagem: iStock.com)

A Petrobras (PETR4;PETR3) identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial brasileira.

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A descoberta foi comunicada pela companhia nesta sexta-feira (14) e reforça a estratégia da estatal de buscar novas reservas de petróleo e gás em áreas de fronteira.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros.

Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e de indicativos observados nas rochas durante a perfuração.

As operações, porém, ainda não terminaram. A Petrobras informou que continuará a perfuração para aprofundar a avaliação exploratória da área.

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Isso significa que ainda não há, neste momento, uma estimativa divulgada sobre o volume de petróleo e gás potencialmente recuperável nem confirmação de viabilidade comercial da descoberta.

A nova ocorrência ganha relevância para a Petrobras porque está inserida na margem equatorial, região considerada estratégica pela companhia para a recomposição de suas reservas.

A estatal vem defendendo a exploração de novas fronteiras como forma de garantir oferta de petróleo e gás ao país enquanto avança a transição energética.

O bloco FZA-M-59 é operado integralmente pela Petrobras, que possui 100% de participação na área.

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O ativo foi adquirido pela companhia na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão.

CEO vê passo importante

Em entrevista à Reuters, a CEO, Magda Chambriard, disse que a descoberta é um passo importante na direção de reposição de reservas para a próxima década.

“Foi uma descoberta, mas ainda não é uma descoberta comercial”, ponderou Chambriard, à Reuters.

“Vamos continuar os trabalhos lá para ver a comercialidade.”

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A empresa não deu mais detalhes sobre as características dos hidrocarbonetos encontrados ou sobre a distância dos intervalos da descoberta.

Chambriard ressaltou que a descoberta trouxe “uma alegria danada” e que é um passo adiante na busca pela reposição de reservas a partir de 2034-2035, quando o pré-sal deve atingir seu pico de produção para começar a declinar.

Em nota, o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa grandes petroleiras com atuação no Brasil, como a própria Petrobras, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e Equinor, afirmou que “o achado confirma que o Brasil possui perspectivas muito positivas para a produção de petróleo e gás natural em outras regiões, reforçando a segurança energética nacional no médio e longo prazo”.

Descoberta ocorre em região estratégica

A margem equatorial brasileira se estende pela costa de estados do Norte e Nordeste e tem sido alvo de uma disputa entre o potencial petrolífero da região e as preocupações ambientais relacionadas à exploração.

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Para a Petrobras, novas descobertas são importantes diante do desafio de manter a produção e repor reservas ao longo dos próximos anos.

A companhia afirma que a exploração em áreas de fronteira faz parte de sua estratégia para atender à demanda nacional de energia durante uma transição energética considerada justa.

Com Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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