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Petrobras (PETR4): O que os bancões gringos acharam dos novos diretores?

17 jun 2024, 15:34 - atualizado em 17 jun 2024, 15:34
petrobras
Santander e Goldman Sachs veem com bons olhos nomes indicados para diretoria da Petrobras (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

Na última semana, a presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, indicou três nomes para a diretoria da companhia, nomeando Fernando Melgarejo como CFO (diretor financeiro), Renata Baruzzi como diretora-executiva de engenharia, tecnologia e inovação e Sylvia dos Anjos como diretora-executiva de exploração e produção.

Na avaliação do Goldman Sachs, a indicação de Baruzzi e dos Anjos pode ser considerada positiva pelos investidores, tendo em vista que são funcionárias de longa data na petrolífera e possuem sólida formação acadêmica, técnica e profissional.

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Sobre o CFO, avaliam que o nome pode ter surpreendido os investidores que falaram positivamente de Carlos Rechelo, que assumiu interinamente o cargo, após a demissão de Sergio Caetano Leite, que estava na posição na gestão Jean Paul Prates.

Os analistas do Goldman destacam ainda que o diretor do segmento de refino não foi alterado, sugerindo uma continuidade na política de preços dos combustíveis.

Em maio de 2023, a companhia incluiu em sua política não só os preços internacionais do petróleo, mas outros componentes, como custo alternativo do cliente, a ser priorizado na precificação, e o valor marginal.

O banco tem classificação de compra para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 46,10 para PETR3 e R$ 41,90 para PETR4.

Santander vê efeito limitado na estratégia e alocação de capital

O Santander também pondera que os nomeados possuem sólida formação técnica e ampla experiência, o que deve apoiar a manutenção de uma abordagem pragmática à estratégia e alocação de capital.

“Continuamos acreditando que as recentes mudanças de gestão deverão ter efeito limitado na estratégia e na alocação de capital da Petrobras no curto prazo, dada a melhoria da estrutura de governança construída ao longo dos últimos anos”.

Neste cenário, o banco mantém classificação neutra para as ações, uma vez que veem um dividend yeld de 13% para os próximos 12 meses, um nível semelhante aos pares dos Estados Unidos e Europa.

Ainda, pontuam que não há catalisadores significativos para o estoque no curto prazo, do ponto de vista fundamental, ou seja, produção volátil de curto prazo, discussões CARF/Fusões e Aquisições que poderiam limitar o FCF (fluxo de caixa livre) de curto prazo e gerenciamento de passivo potencial devido a acréscimos de arrendamento no 2S24-2S25.

Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Foi redatora na área de marketing digital por 2 anos e ingressou no Money Times em 2022.
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