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Petrobras (PETR4): Dividendos extraordinários devem ficar pelo ‘caminho’ em 2025, vê Santander

18 jun 2024, 15:39 - atualizado em 18 jun 2024, 16:51
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Santander vê impacto limitado no fluxo de caixa e dividendos da Petrobras após acordo tributário (Imagem: Kaype Abreu/Money Times)

O acordo tributário da Petrobras (PETR4) para por fim a uma disputa tributária gerou preocupação no mercado, receoso com o possível impacto nos dividendos da companhia.

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Analistas do Santander apontam que o acordo saiu melhor do que o esperado, considerando que a Receita Federal cobrava da Petrobras R$ 44,79 bilhões relativos à incidência do IRRF (Imposto de Renda), da Cide (contribuição de intervenção), do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins sobre remessas ao exterior.

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A petrolífera informou que o pagamento terá impacto de R$ 11,87 bilhões no lucro líquido do segundo trimestre de 2024.

Embora os analistas vejam um impacto limitado sobre o fluxo de caixa e dividendos, observam que os dividendos regulares para os próximos 12 meses implicam um rendimento (dividend yield) de 9%, atingindo um nível de dois dígitos (14%) apenas quando considerados os US$ 4,5 bilhões em dividendos extraordinários.

Além disso, desembolsos de caixa adicionais poderiam ocorrer como parte dos esforços de fusões e aquisições ou gestão de passivos devido a acréscimos de arrendamento, avaliam os analistas.

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“Depois de pagar os restantes 4,5 bilhões de dólares em dividendos extraordinários, acreditamos que há espaço limitado para mais dividendos extraordinários em 2025 e esperamos que a Petrobras retome a sua política regular de dividendos”.

Para o Santander, isto deve se traduzir em rendimentos semelhantes aos dos pares norte-americanos europeus, o que, juntamente com a falta de catalisadores fundamentais, justifica a continuidade da classificação neutra para as ações da Petrobras.

Entenda o acordo da Petrobras

O programa permitirá o encerramento de discussões administrativas e judiciais relativas a CIDE, PIS e COFINS, referentes ao período de 2008 a 2013.

Dos R$ 19,80 bilhões, R$ 6,65 bilhões serão pagos com os depósitos judiciais já realizados nos processos e R$ 1,29 bilhão será pago com créditos de prejuízos fiscais de subsidiárias.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
lorena.matos@moneytimes.com.br
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.