Petrobras (PETR4): Vazamento de fluido paralisa perfuração na Foz do Amazonas
A Petrobras (PETR4) informou nesta terça-feira (6) que paralisou temporariamente as atividades exploratórias de petróleo e gás na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, após uma perda de fluido de perfuração do poço no domingo.
Em nota, a empresa adicionou que a perda do fluido foi imediatamente contida e isolada. Segundo a Petrobras, o material atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, “portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas”.
A CNN Brasil havia informado mais cedo que o vazamento do fluido paralisaria as atividades de perfuração por 10 a 15 dias. A Petrobras não deu um prazo.
Ao iniciar a perfuração em outubro, a Petrobras estimou que as atividades deveriam durar por cerca de cinco meses.
A perda de fluido foi identificada em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. “As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo”, informou a companhia.
“Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, disse a Petrobras.
A região da Foz do Amazonas apresenta grande potencial para novas descobertas de petróleo, mas também enfrenta enormes desafios socioambientais, por estar localizada na costa da floresta Amazônica, em um ambiente pouco conhecido e rico em diversos biomas.
A Petrobras levou anos para conquistar uma licença ambiental do órgão federal Ibama para perfurar na região, em meio a uma forte resistência de grupos ambientalistas, indígenas e até de parte do governo federal. O objetivo com o poço é confirmar a existência de petróleo.