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Petrobras reduz força de trabalho a menos da metade desde 2014

27 set 2019, 14:11 - atualizado em 27 set 2019, 14:11
O terceiro Programa de Demissão Voluntária da estatal tem como foco cargos corporativos (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Petrobras (PETR4) deu largada a seu terceiro programa de demissão voluntária neste ano, depois de já ter reduzido a menos da metade sua força de trabalho desde o início da retração do setor de petróleo em 2014.

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O terceiro PDV da estatal tem como foco cargos corporativos. Empregados terão os mesmos incentivos para deixar a empresa oferecidos a outros dois grupos de funcionários no início do ano, disse a empresa em comunicado na quinta-feira.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, anunciou em março uma meta de enxugar o orçamento da empresa em US$ 8,1 bilhões em cinco anos, principalmente reduzindo o número de empregados e gastos com marketing.

O executivo, indicado este ano pelo presidente Jair Bolsonaro, também intensificou os planos de levantar bilhões de dólares com a venda de ativos para reforçar o balanço da empresa. Castello Branco quer que a empresa saia de diferentes setores e se concentre na produção de petróleo em águas profundas.

A Petrobras já havia reduzido a força de trabalho para 182.000 em junho, contra 446.000 no fim de 2013, incluindo funcionários de subsidiárias e terceirizados. Excluindo esses dois grupos e considerando apenas a controladora – onde estão os petroleiros -, a força de trabalho encolheu no mesmo período 24%, para 47.545 funcionários.

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Castello Branco diz repetidamente que a empresa ainda tem funcionários demais e precisa se tornar mais eficiente.

Em 2014, a Petrobras foi atingida pela queda dos preços do petróleo e início da Operação Lava Jato, o que culminou no rebaixamento da classificação da nota da estatal por agências classificadoras de risco.

“Havia um excesso de funcionários”, disse o ex-diretor executivo da Petrobras, Hugo Repsold, em entrevista por telefone. “Os ajustes são um passo importante para tornar a empresa mais eficiente.”

Repsold, que deixou a Petrobras em janeiro passado em meio à dança das cadeiras de diretores após a eleição de Bolsonaro, coordenou grande parte dos programas de demissão lançados pela empresa desde 2015.

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