Mercados

Brent de volta aos US$ 100: Petróleo dispara 9% com ataque a navios-tanque e ameaças do Irã

12 mar 2026, 16:34 - atualizado em 12 mar 2026, 17:26
petróleo opep xp investimentos
(Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo)

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira (12) em forte alta, com ataque a navios-tanque em águas iraquianas e falas do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

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Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com avanço de 9,21%, a US$ 100,46 barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para abril, registraram salto de 9,74%, a US$ 95,73 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Tensões redobradas

O conflito no Irã, em seu 13º dia de combates, apresentou nova escalada. De manhã, dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas, em um avanço dos ataques iranianos que desafiam a alegação do presidente dos EUA, Donald Trump, de já ter vencido a guerra que lançou há duas semanas.

Trump afirmou mais cedo que o preço do petróleo mais alto beneficia os EUA, mas que é do interesse norte-americano encerrar o conflito.

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Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o presidente dos EUA avalia suspender temporariamente as exigência da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e do agro possam circular livremente entre os portos norte-americanos.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

Mais tarde, o Irã disse ter permitido a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas aos EUA e a Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota estratégica. A hidrovia permanece com circulação restrita desde o início da guerra.

Ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) autorizou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, a maior ação desse tipo em sua história, para tentar conter a disparada dos preços do commodity em meio à guerra. A ação, no entanto, não acalmou os ânimos dos mercados.

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Na avaliação da Capital Economics, a alta nos preços do petróleo na sessão foi alimentada por imagens de petroleiros em chamas no Estreito de Ormuz, o que deixou em segundo plano a notícia de uma liberação recorde de reservas emergenciais de petróleo por países-membro da AIE.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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