Mercados

Petróleo sobe e acumula valorização de 6% na semana com indefinição sobre Ormuz

14 ago 2026, 16:25 - atualizado em 14 ago 2026, 16:39
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(Foto: AlterYourReality/iStock)

Os preços do petróleo voltou ao tom positivo no último pregão da semana em meio à paralisação das negociações entre Estados Unidos e Irã e a novos ataques no Estreito de Ormuz.

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Nesta sexta-feira (14), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com alta de 1,67%, a US$ 88,52 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, o ganho foi de 5,95%.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro subiu 1,42%, a US$ 82,40 o barril. Na semana, o WTI acumulou valorização de 5,4%.

O que movimentou o petróleo hoje?

O impasse nas negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz ditaram o ritmo do petróleo na sessão.

Pela manhã, um petroleiro foi atingido por um drone durante uma travessia de saída de Ormuz, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), órgão do Reino Unido que monitora e recebe alertas sobre a segurança da navegação mercante. Também houve outro relato de ataques a mais um navio na via marítima.

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Os Estados Unidos também intensificaram ameaças contra o Irã. O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, disse a repórteres que as Forças Armadas têm capacidade para manter uma presença naval na região a fim de fazer valer seu bloqueio retaliatório contra o Irã que causou graves prejuízos econômicos ao país.

“A Marinha dos Estados Unidos pode manter um bloqueio como esse por tempo indeterminado, pois faremos a rotação de navios, como temos feito e continuaremos a fazer”, declarou Hegseth aos repórteres durante uma viagem ao Panamá.

Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os Estados Unidos planejam infligir mais prejuízos financeiros ao Irã.

“Fiquem atentos a este espaço para mais anúncios na próxima semana, pois vamos aplicar medidas como nunca se viu na história do isolamento econômico de um país”, afirmou ele em entrevista ao programa “Rob Schmitt Tonight”, da Newsmax.

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Vale lembrar que, na última quarta-feira (12), uma fonte iraniana de alto escalão afirmou à Reuters que não houve avanços nas negociações para dar continuidade a um acordo firmado em junho com o objetivo de pôr fim à guerra.

Com o rompimento do cessar-fogo, o Irã retomou os ataques a navios que acusa de tentar atravessar o estreito sem sua permissão.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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