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Petróleo cai com tensões no Oriente Médio e estoque nos EUA

07 out 2026, 16:30
petróleo
(Foto: AlterYourReality/iStock)

O petróleo fechou em queda nesta quarta-feira (7), em dia de sessão volátil e de ajustes, enquanto investidores avaliam os riscos geopolíticos no Oriente Médio e a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos relativos à semana passada.

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O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com queda de 0,38%, a US$ 100,20 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro recuou 1,30%, a US$ 88,28 o barril.

O que influenciou o petróleo?

O petróleo perdeu força no começo da tarde, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA ter informado que os estoques de petróleo no país tiveram queda de 3,186 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de alta de 1,7 milhão de barris dos analistas.

Por outro lado, os estoques de gasolina subiram 382 mil barris, a 204,74 milhões de barris, enquanto a projeção era de queda de 1,1 milhão de barris, neutralizando uma eventual pressão sobre a commodity.

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Em paralelo, as tensões no Oriente Médio continuam presentes e sem sinal de trégua entre Washington e Teerã.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que está preparado para alcançar um acordo “equilibrado e justo” com os EUA, mas acusou Washington de adotar uma “postura maximalista nas negociações”.

Já o general Mohammad Reza Naqdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que as “reivindicações legítimas” persas sejam atendidas.

Para o ING, há uma clara disputa entre a melhoria do fornecimento da região e as ameaças persistentes ao abastecimento.

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De acordo com a Kpler, os fluxos de petróleo bruto através de Ormuz caíram para 74% dos níveis pré-guerra após uma série de ataques a petroleiros na última semana, embora rotas alternativas tenham mantido as exportações do Golfo amplamente nos níveis pré-guerra.

A Shell informou nesta quarta que suas margens de refino dispararam para níveis recordes no terceiro trimestre, impulsionadas pela volatilidade gerada pelo conflito e por um aperto global de oferta nos mercados de combustíveis.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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