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Petróleo avança 4% com aumento das tensões no Oriente Médio

08 out 2026, 16:42
petróleo
(Foto: AlterYourReality/iStock)

O petróleo subiu mais de 4% nesta quinta-feira (8), com intensificação de ataques no Oriente Médio, o que ameaça a infraestrutura de produção da commodity na região.

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As ofensivas se sobrepuseram às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou não ter intenção de retomar os bombardeios a Teerã antes da eleição de meio de mandato. Enquanto isso, a temporada de furacões do Golfo do México tem início, ameaçando o suprimento.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com alta de 4,07%, a US$ 104,28 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro fechou com avanço de 3,63%, a US$ 91,49 o barril.

O que influenciou o petróleo?

O porta-voz militar dos Houthis do Iêmen, brigadeiro-general Yahya Saree, afirmou que o grupo atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, com um míssil balístico.

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O ataque causou danos e interrompeu o tráfego aéreo no aeroporto saudita, de acordo com os Houthis. Na quarta-feira, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um navio-tanque foi atingido por múltiplos projéteis no Golfo Pérsico, ao norte do Catar, com relatos de vítimas.

Trump afirmou que o país está tendo “discussões produtivas” com o Irã e que não atacará Teerã antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.

Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o processo de negociação com Washington ainda está em andamento e que mensagens estão sendo trocadas por meio de mediadores

O primeiro furacão da temporada no Oceano Atlântico, batizado como Isaías, avança em direção ao Golfo do México e já provoca transtornos em áreas da Flórida. Plataformas de produção de petróleo e gás no Golfo já interromperam as operações, o que afeta cerca de 25% da produção local.

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A Capital Economics aponta que a disparada nos preços dos derivados de petróleo amplificou o impacto inflacionário do choque energético deste ano, elevando a inflação dos combustíveis para além dos níveis sugeridos apenas pelos preços do petróleo bruto. Embora se espere que essas pressões diminuam à medida que os mercados de petróleo se reequilibram e as margens de refino se normalizam, os riscos apontam para uma inflação mais alta por mais tempo, pontua.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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