Mercados

Petróleo caí enquanto a incerteza no Oriente Médio mantém os mercados em alerta

01 abr 2026, 6:39 - atualizado em 01 abr 2026, 6:39
Brava - Petróleo petroleiras
(Imagem: iStock/Joa_Souza)

O petróleo caí cerca de 2% nesta quarta-feira (1), revertendo ganhos anteriores, à medida que a persistente volatilidade no Oriente Médio deixou os mercados nervosos, mesmo em meio a relatos de que a guerra entre EUA e Israel contra o Irã pode estar chegando ao fim.

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O contrato Brent do primeiro mês, para junho, caiu US$ 1,33, ou 1,28%, para US$ 102,60 por barril às 6h30 (horário de Brasília). Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para maio recuaram US$ 1,90, ou 1,87%, para US$ 99,48 por barril.

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Os preços subiram mais cedo nesta quarta-feira, mas passaram a cair à medida que a incerteza sobre o conflito no Oriente Médio levou investidores a realizar lucros.

“A queda provavelmente se deve a uma calmaria durante as horas asiáticas, com realização de lucros diante de sinais dos EUA de que a guerra pode chegar ao fim no curto prazo”, disse Emril Jamil, analista sênior da LSEG.

Os futuros do Brent para entrega em junho fecharam em queda de mais de US$ 3 nesta terça-feira (31), após relatos não confirmados da mídia de que o presidente do Irã estaria pronto para encerrar a guerra.

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O presidente Donald Trump disse a repórteres que os EUA poderiam encerrar a campanha militar em duas a três semanas e que o Irã não precisa fazer um acordo para acabar com o conflito, sua declaração mais clara até agora de que quer encerrar a guerra de um mês.

Ainda assim, mesmo que o conflito termine, danos à infraestrutura provavelmente manterão a oferta apertada, dizem analistas.

Os preços do petróleo dependerão de quão rapidamente as cadeias de suprimento se normalizem depois disso, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

“Mesmo que comece a haver desescalada, o fluxo de petroleiros não será retomado imediatamente. Custos de transporte e seguro, movimentação de navios-tanque levarão tempo para voltar ao normal”, disse Sachdeva, acrescentando que os danos reais à infraestrutura de petróleo só poderão ser avaliados posteriormente.

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Trump indicou que poderia encerrar a guerra antes de reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota chave por onde passa 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.

“Mesmo com canais diplomáticos ainda supostamente ativos e comentários intermitentes da administração dos EUA prevendo um fim rápido para o conflito, a combinação de progresso diplomático tangível limitado, ataques marítimos contínuos e ameaças explícitas contra ativos de energia mantém os riscos de oferta inclinados para cima”, disseram analistas da LSEG em nota.

A produção de petróleo da Opep caiu 7,3 milhões de barris por dia em março em comparação com o mês anterior, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira, ilustrando o impacto de cortes forçados nas exportações devido ao fechamento do estreito.

Enquanto isso, a produção de petróleo bruto dos EUA caiu no maior ritmo em dois anos em janeiro, após uma forte tempestade de inverno que interrompeu a produção em grandes áreas do país, mostraram dados da Administração de Informação de Energia na terça-feira.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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