Petróleo cai mais de 4% após trégua entre EUA e Irã
Os preços do petróleo registram forte queda nesta quinta-feira (15), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzir as chances de um ataque militar contra o Irã.
Por volta das 10h45, o tipo Brent, que é referência no mercado internacional, recuava 4,31%, cotado a US$ 63,65 o barril; enquanto o WTI, referência nos EUA, caia 4,43%, cotado a US$ 59,2 o barril.
A escalada do conflito geopolítico entre EUA e Irã estava preocupando os investidores. O governo iraniano tinha agendado para esta semana a execução do manifestante Erfan Soltani, detido após participar de protestos contra o regime. Estimativas indicam que mais de 2 mil pessoas morreram nas últimas semanas em manifestações reprimidas pelas forças de segurança.
A reação de Washington foi imediata. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país adotaria “medidas muito duras” caso o Irã começasse a enforcar manifestantes. Embora não tenha detalhado quais ações seriam tomadas, a declaração aumentou o temor, nos mercados, de uma possível resposta militar.
Teerã, por sua vez, acusa Trump de estimular a desestabilização política interna, incitar a violência e ameaçar a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional do país. A reação veio após o republicano publicar mensagens de apoio aos manifestantes nas redes sociais e afirmar que “a ajuda está a caminho”. Segundo o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, os EUA estariam buscando “um pretexto para uma intervenção militar”.
No entanto, Trump amenizou o discurso após afirmar ter sido informado de que o número de mortes de manifestantes estaria diminuindo e que não haveria planos para execuções em grande escala, sinalizando uma menor probabilidade de ação militar direta dos EUA contra Teerã.
Além de ser o sétimo maior produtor de petróleo do mundo, o Irã controla o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. Qualquer escalada do conflito na região poderia resultar no bloqueio dessa passagem estratégica, com impactos imediatos sobre o abastecimento e os preços da energia no mundo.