Mercados

Petróleo cai para o menor nível em 3 meses e meio após EUA e Irã assinarem acordo de cessar-fogo

18 jun 2026, 5:04 - atualizado em 18 jun 2026, 5:04
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(Foto: AlterYourReality / iStock)

Os preços do petróleo caem cerca de 2% nesta quinta-feira (18) após os Estados Unidos e o Irã assinarem um acordo provisório que encerraria a guerra envolvendo o Irã, reabriria o Estreito de Ormuz e suspenderia as sanções americanas sobre o petróleo de Teerã, melhorando as perspectivas de oferta da commodity.

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Os contratos futuros do petróleo Brent recuavam US$ 1,50, ou 1,89%, para US$ 78,05 por barril às 5h02 (horário de Brasília), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caía US$ 1,68, ou 2,19%, para US$ 75,11 por barril.

O Brent atingiu seu nível mais baixo desde 2 de março, o primeiro dia de negociações após os Estados Unidos e Israel iniciarem ataques contra o Irã, enquanto o WTI estava no menor patamar desde 4 de março.

Os contratos de referência retomaram sua trajetória de queda, revertendo a alta observada nesta quarta-feira (17) após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que poderia retomar sua campanha de bombardeios caso os líderes iranianos “não se comportem”.

“A liquidação das posições se intensificou à medida que os mercados de energia continuaram precificando agressivamente um retorno mais rápido do que o esperado dos barris iranianos ao mercado, após o recente memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã”, escreveu em nota Tony Sycamore, analista de mercado da IG.

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O memorando de 14 pontos inicia um período de negociações de 60 dias durante o qual o Irã permitirá a passagem sem cobrança de taxas pelo Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo e gás. O acordo prevê que o tráfego pelo estreito seja restaurado à sua capacidade total dentro de 30 dias.

O acordo preliminar adia muitas das questões mais difíceis, como o programa nuclear iraniano, e também exige que os Estados Unidos e seus parceiros apresentem um plano de US$ 300 bilhões para financiar a recuperação do Irã.

Os analistas mantêm cautela quanto ao potencial de novas quedas nos preços do petróleo no curto prazo, já que a oferta pode continuar apertada mesmo após a reabertura do Estreito de Ormuz.

“O volume de petróleo bruto que retornará ao mercado após a reabertura de Ormuz pode ser limitado, pois algumas cargas já foram escoadas por meio de arranjos alternativos, enquanto armadores podem continuar relutantes em enviar navios-tanque de volta à região diante das preocupações de que o acordo possa fracassar”, afirmou Mukesh Sahdev, CEO da consultoria de energia XAnalysts.

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“No geral, a demanda por petróleo pode crescer mais rapidamente do que a oferta, limitando a queda dos preços aos níveis anteriores à guerra”, acrescentou.

Se o acordo entre Estados Unidos e Irã for implementado com sucesso e o estreito for reaberto, a crise de oferta deste ano poderá se transformar em um significativo excesso de oferta em 2027, alertou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) na quarta-feira. Em seu relatório mensal de mercado, a agência projetou que a oferta superará a demanda em 5,05 milhões de barris por dia no próximo ano, à medida que o petróleo do Oriente Médio retornar ao mercado.

Também pesam sobre o mercado de petróleo as apostas crescentes de que o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos poderá elevar as taxas de juros ainda este ano para conter a inflação, o que poderia desacelerar o crescimento econômico e reduzir a demanda por petróleo.

Projeções divulgadas ontem mostraram que nove dos 19 dirigentes do Fed agora acreditam que será necessário um aumento dos juros, uma mudança em relação a três meses atrás, quando nenhum deles defendia essa posição.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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