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Petróleo desaba e atinge mínima de 3 meses após acordo entre EUA e Irã reabrir Estreito de Ormuz

15 jun 2026, 5:15 - atualizado em 15 jun 2026, 5:15
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(Imagem: Suphanat Khumsap/iStock)

Os preços do petróleo desabam nesta segunda-feira (15) e atingem o menor nível em três meses após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmarem que chegaram a um acordo inicial para encerrar a guerra e retomar o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

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Os contratos futuros do petróleo Brent recuavam US$ 4,10, ou 4,69, para US$ 83,23 por barril às 5h14 (horário de Brasília), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estava cotado a US$ 80,44, queda de US$ 4,44, ou 5,23%. Ambos os contratos atingiram seus níveis mais baixos desde 10 de março nesta segunda-feira, após despencarem mais de 3% na sexta-feira (12).

Os Estados Unidos e o Irã assinarão um memorando de entendimento na Suíça na próxima sexta-feira, afirmou o primeiro-ministro do Paquistão, cujo país atuou como mediador. Trump disse ontem que o Estreito de Ormuz seria aberto “sem cobrança de pedágio” e que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos também seria encerrado.

A agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou que o rascunho do acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz dentro de 30 dias, sob coordenação iraniana.

“O prêmio de risco geopolítico que havia sido incorporado ao petróleo bruto está agora sendo retirado de forma bastante agressiva, à medida que os operadores passam a precificar a perspectiva de restauração dos fluxos de petróleo”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade.

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O mundo perdeu milhões de barris de oferta de petróleo e gás desde que a guerra fechou o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde transita um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, por mais de três meses.

Os investidores também observam com cautela a rapidez com que os produtores do Oriente Médio poderão retomar a produção e as exportações de petróleo após os danos causados pela guerra, bem como se mais navios voltarão a operar na região.

“Embora essas incertezas sugiram riscos de alta para nossa projeção de que os contratos futuros do Brent alcancem US$ 80 por barril até o final do ano, vale notar que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz precisam apenas atingir entre 60% e 70% dos níveis anteriores à guerra para que o mercado retorne às expectativas de excesso de oferta que existiam antes do conflito”, escreveu Vivek Dhar, estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que um acordo mais abrangente será negociado durante um período de cessar-fogo de 60 dias.

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As nações do E4, que incluem Reino Unido, França, Alemanha e Itália, disseram que estão preparadas para suspender as sanções contra o Irã em resposta a medidas relacionadas ao seu programa nuclear.

“Além da reação imediata dos preços, a atenção agora se voltará para o ritmo da efetiva normalização da oferta e para o cumprimento do acordo”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

“Embora o conflito possa ter chegado ao fim e os fluxos de petróleo através do Estreito de Ormuz possam gradualmente voltar ao normal, os danos já causados não podem ser revertidos da noite para o dia. Isso inclui não apenas quaisquer danos físicos à infraestrutura petrolífera, mas também a pressão econômica suportada pelas economias importadoras de petróleo, que enfrentaram custos elevados de energia durante meses.”

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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