Petróleo dispara 7% após Trump dizer que EUA manterão ataques ao Irã
Os preços do petróleo sobem cerca de 7% nesta quinta-feira (2), depois que o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos manterão os ataques ao Irã sem se comprometer com um prazo específico para encerrar a guerra, aumentando os temores dos investidores sobre interrupções prolongadas no fornecimento.
Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam US$ 7,41, ou 7,33%, para US$ 108,60 por barril às 5h37 (horário de Brasília). Já os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiam US$ 6,86, ou 6,85%, para US$ 107 por barril.
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Os ganhos vieram após uma queda anterior de mais de US$ 1 em ambos os referenciais antes do discurso televisionado de Trump à nação, depois de terem fechado em baixa na sessão anterior.
“Vamos concluir o trabalho, e vamos concluí-lo muito rapidamente. Estamos chegando muito perto”, disse Trump, acrescentando que os militares dos EUA quase atingiram seus objetivos no conflito, que terminaria em duas a três semanas, sem dar detalhes específicos.
Os mercados estão reagindo ao fato de que “nenhuma menção clara a cessar-fogo ou engajamento diplomático” apareceu no discurso, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.
“Se as tensões se intensificarem ou os riscos marítimos aumentarem, o petróleo pode testar novas máximas, à medida que os mercados precificam possíveis interrupções no fornecimento.”
As ameaças ao tráfego marítimo aumentaram à medida que o conflito regional se intensifica. Nesta quarta-feira (1), um petroleiro arrendado pela QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar, informou o ministério da Defesa do país.
O chefe da Agência Internacional de Energia também alertou que interrupções no fornecimento começariam a afetar a economia europeia em abril. O continente havia sido anteriormente protegido por cargas contratadas antes do início da guerra.
“Sem qualquer menção a um plano sólido de cessar-fogo ou a uma saída concreta, os mercados continuam tentando digerir as declarações da administração”, disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy.